O INSS confirmou hoje (31) que identificou fraude nas informações de teleatendimento aos usuários pela Central 135.
Segundo o órgão, a empresa Provider Soluções Tecnológicas forjou indicadores de qualidade do atendimento a fim de simular metas de atendimento cumpridas. A apuração interna do INSS, por meio de processo administrativo, se deu a partir de uma denúncia feita por meio do Fala.BR, plataforma de ouvidoria do Governo Federal.
A apuração identificou que
, ao não atingir metas estipuladas no serviço prestado, a empresa manipulou deliberadamente os dados a fim de produzir resultados positivos.
A Provider foi multada em R$ 57.214,50 e
está proibida de participar e novas licitações com o INSS, além de ter que
ressarcir cerca de R$ 1,1 milhão que recebeu entre 2024 e 2025.
Outra investigação
A fraude foi noticiada após denúncias, no início de dezembro, de um suposto favorecimento da Provider em processo recente de licitação do INSS para a central de teleatendimento de Recife (PE). O sócio da empresa, João Luiz Dias Perez, esteve reunido com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, entre às 12h e 13h, no dia da licitação. Ele passou cerca de sete horas na Esplanada dos Ministérios.
Depois que o jornal
O Estado de São Paulo noticiou a suspeita de direcionamento, o ministro Wolney Queiroz enviou ofício ao chefe da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, informando já ter iniciado uma apuração interna e pediu que o órgão de controle também apurasse "com profundidade e independência" a regularidade do processo de contratação e execução contratual.
Outro lado
A Provider Soluções Tecnológicas afirma que o pregão foi eletrônico, transparente e sem possibilidade de influência externa, além de destacar que Caruaru já sediava operações desde 2007, sem relação política com gestões atuais.O sócio-fundador João Luiz Dias Perez, afirmou, por meio de nota à imprensa, que sua ida ao Ministério da Previdência tratou apenas de questões contratuais e reforça que o INSS mantém fiscalização rigorosa, o que contradiz qualquer narrativa de favorecimento. A empresa disse ainda que vai processar o jornal e jornalista por "danos reputacionais".