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Congresso tira dinheiro de programas sociais para bancar R$ 61 bilhões em emendas

Para garantir as emendas bilionárias o Congresso cortou recursos do Auxílio Gás, Pé-de-Meia, Bolsa Família e até da Farmácia Popular

20/12/2025 - 07:25 | Atualizada em 21/12/2025 - 15:18

Cícero Henrique

Congresso tira dinheiro de programas sociais para bancar R$ 61 bilhões em emendas

Foto: Andressa Anholete

O Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira (19) o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. O relatório preliminar prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões e meta de superávit de R$ 34,2 bilhões, que será cumprido se o déficit for zero ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, R$ 10 abaixo da estimativa inicial do governo. Para 2026, também haverá uma despesa extra com o fundo eleitoral, programado em cerca de R$ 5 bilhões. 

EMENDAS
O relatório prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório. As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, somam R$ 12,1 bilhões.

Os parlamentares que cobram rigor fiscal do governo deferal e corte de gastos são os mesmos que aprovam o sequestro do orçamento em ano de eleições. Para garantir as emendas bilionárias o Congresso cortou recursos do Auxílio Gás, Pé-de-Meia, Bolsa Família e até do Farmácia Popular, que perdeu R$ 500 milhões.
 

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