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Dosimetria: Otto Alencar expõe manobra bolsonarista e diz que "Senado não pode ser esculhambação"

SENADO

17/12/2025 - 15:02 | Atualizada em 21/12/2025 - 15:19

Redação

Dosimetria: Otto Alencar expõe manobra bolsonarista e diz que

Foto: Reprodução

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA) expôs a manobra bolsonarista em torno do PL da Dosimetria, que ficou clara no parecer em que Esperidião Amin (PP-SC) usa uma metáfora bíblica para defender a anistia a Jair Bolsonaro (PL).

Embora tenha feito elogios e dito ser "seu desejo" a emenda 7, do senador Alan Rick (Republicanos-AC), que concede anistia a todos os condenados pela tentativa de golpe, Amin só incorporou a emenda apresentada por Sérgio Moro (União-PR), que limita os benefícios aos golpistas - afastando a tese de que a medida beneficiaria milicianos, sequestradores e membros de facções criminosas.

A manobra foi apresentar como emenda de redação em vez de emenda de mérito, que obrigaria o PL a passar por nova votação na Câmara dos Deputados.

Em sua fala, Alencar primeiramente denunciou que o presidente do Senado "Davi Alcolumbre (União-AP) disse textualmente que tinha feito um acordo com os líderes" para que o PL fosse ao Plenário para votação assim que aprovado na Câmara. "Eu fiz questão para que viesse para a Comissão de Constituição e Justiça".

Em seguida, o presidente da CCJ afirmou que a votação não deveria ocorrer agora porque o PL não se encontra em regime de urgência, denunciando a manobra.

"Com a emenda de redação ou não, votando no plenário, essa matéria lamentavelmente vai votar para a Câmara dos Deputados, que deve votar da mesma forma que chegou aqui", disse sobre as críticas de que o PL beneficiaria outros criminosos.

Em seguida, Alencar disparou críticas à Câmara Federal, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB), sucessor de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da casa.

"Não sou eu quem disse não, quem disse que a Câmara está numa posição fragilizada foi inclusive o patrono do atual presidente Artur Lira, que usou um termo que eu não usaria. E ele disse textualmente o que está no site da Metrópoles: a Câmara virou uma esculhambação e o Senado não pode ser uma esculhambação e não pode também ser o cartório da Câmara Federal", afirmou.

"Ao meu ver, a emenda não é de redação, a emenda é de mérito. Vai voltar para a Câmara e voltando para a Câmara, lamentavelmente, vai ficar como veio. Absolutamente fora do padrão que se pensou, que era só a dosimetria para aqueles que atentaram contra a democracia e contra o Estado democrático de direito", concluiu.


 

 

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