16/12/2025 - 12:42 | Atualizada em 16/12/2025 - 13:16
Redação
A Polícia Federal fez, na manhã desta terça-feira (16), uma operação no Rio e em outros quatro estado para combater um esquema milionário de crimes financeiros envolvendo plataformas ilegais de opções binárias e casas de apostas on-line. Segundo as investigações, influenciadores digitais eram contratados para divulgar plataformas ilegais de apostas e lucrar com as perdas das vítimas.
Batizada de Operação Opções Binárias, a ação mira uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro, praticar evasão de divisas, sonegação fiscal e estelionato digital.
No estado, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em São Fidélis, Campos dos Goytacazes e em endereços na Barra da Tijuca e no Recreio, na Zona Sudoeste da capital. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de busca em residências e outros dois em empresas, além de diligências em Goiás, Amazonas, São Paulo e Mato Grosso.
Durante a operação, a PF apreendeu veículos de luxo em um condomínio de alto padrão na Barra, que pertencem a um dos principais alvos da investigação, apontado como responsável pela interlocução do grupo com fornecedores chineses. O nome não foi revelado.
A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares contra quatro investigados, como a proibição de atuar em plataformas de investimentos, jogos e apostas, restrição de deslocamento, recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, além do uso de tornozeleira eletrônica.
Houve ainda o bloqueio de veículos, contas bancárias e aplicações financeiras, atingindo também três empresas, duas das quais tiveram as atividades suspensas.
Como o grupo atuava
As investigações começaram a partir de indícios de enriquecimento incompatível de influenciadores digitais vindos de São Fidélis, no Norte Fluminense. A apuração revelou um esquema que reunia empresários, criadores de conteúdo digital e contatos no exterior, principalmente na China.
Segundo a PF, o grupo atuava em três frentes principais: a compra e revenda de serviços de manipulação de plataformas de opções binárias fornecidos por chineses; a contratação de influenciadores para divulgar apostas, com cláusulas que garantiam lucro sobre as perdas dos seguidores; e a criação de uma plataforma própria, onde clientes tinham contas bloqueadas ou saques impedidos ao obter ganhos.
Movimentação milionária
Em apenas dois anos, um dos investigados movimentou mais de R$ 28 milhões sem lastro financeiro, enquanto a estimativa é de que o esquema tenha arrecadado ilegalmente mais de R$ 50 milhões.
A PF também identificou que integrantes do grupo já tinham envolvimento anterior com a administração de casas de apostas on-line sem regulamentação, antes de migrarem para o esquema de opções binárias.
As plataformas investigadas funcionam como apostas de curtíssimo prazo sobre a valorização ou queda de ativos financeiros, prática considerada de alto risco e não regulamentada no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e estelionato digital.

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