12/12/2025 - 14:27 | Atualizada em 16/12/2025 - 11:22
Redação
A ex-assessora parlamentar Mariângela Fialek, que atuou com o deputado Arthur Lira (PP-AL) durante sua presidência na Câmara, foi identificada pela Polícia Federal como a principal responsável por operacionalizar indicações desviadas do chamado “orçamento secreto”. As informações constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que autorizou a Operação Transparência deflagrada nesta sexta-feira (12), conforme o Brasil 247.
Segundo o despacho, Fialek exercia influência direta sobre a destinação de recursos provenientes de emendas parlamentares, atuando em favor de uma suposta organização criminosa voltada a desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.
“Despontava exercer o controle”, diz Dino
No documento, o ministro destaca o papel central atribuído à servidora.
“Mariângela Fialek, que desponta exercer o controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de uma provável organização criminosa voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”, escreveu Dino. Ele reforçou que Arthur Lira não é investigado no caso.
A ex-assessora trabalha em um setor da Câmara responsável por organizar indicações de emendas e está atualmente lotada na liderança do PP. Durante a operação, agentes da PF cumpriram mandados de busca em salas utilizadas por ela no Congresso e em sua residência, de onde apreenderam um telefone celular.
Sala ligada à Presidência da Câmara foi alvo de busca
Entre os locais vistoriados pela PF está uma sala oficialmente destinada à Presidência da Câmara, mas que passou a ser usada por Mariângela em 2022, período em que Lira comandava a Casa. Segundo relatos, ali eram tratados assuntos diretamente relacionados às emendas parlamentares.
A investigação reúne depoimentos de parlamentares como Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Franc Francisco (PT-PI), além do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e de uma servidora da Câmara.
Indicações em nome de Lira, aponta investigação
A decisão do ministro afirma que as oitivas “direcionaram as apurações à Representada, indicada como a principal responsável pela operacionalização do chamado ‘orçamento secreto’ no âmbito daquela Casa Legislativa”. Segundo Dino, os relatos indicam que Fialek atuava “diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas” e fazia indicações em nome de Arthur Lira.
O ministro também assinala que, mesmo após a mudança no comando da Câmara, a servidora continuou exercendo as mesmas funções — o que reforçou a suspeita sobre a permanência do suposto esquema.
Lira nega vínculo; PP diz apurar fatos
Em nota, a assessoria de Arthur Lira afirmou que Mariângela não integra seu quadro de assessores. Já a liderança do PP informou que está analisando as informações e deve se manifestar ainda nesta sexta-feira.
15/01/2026 - 16:57
15/01/2026 - 12:14
14/01/2026 - 19:46
13/01/2026 - 10:51
06/01/2026 - 18:18
15/01/2026 - 18:23
15/01/2026 - 17:12
15/01/2026 - 16:57
15/01/2026 - 14:34
15/01/2026 - 12:36