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CPI do Crime Organizado aprova convocação de Rodrigo Bacellar para depor no Senado

POLÍCIA FEDERAL

09/12/2025 - 16:12

Redação

CPI do Crime Organizado aprova convocação de Rodrigo Bacellar para depor no Senado

Foto: Tiago Lontra/Alerj

A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, aprovou nesta terça-feira a convocação do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil). O parlamentar foi preso na semana passada sob a suspeita de ter vazado informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal, mas teve a detenção revogada pela Alerj na segunda-feira.

A convocação insere o caso de Bacellar na agenda prioritária do colegiado, que investiga a infiltração de facções criminosas em estruturas estatais, fraudes, lavagem de dinheiro e interferências políticas. A decisão amplia a pressão sobre o deputado, que, mesmo solto, segue como alvo das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela PF.

Prisão contestada e revogada pela Alerj

Bacellar foi detido preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sob acusação de orientar o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, a destruir provas e se desfazer de materiais que interessavam às investigações. Ele nega qualquer irregularidade.

A Alerj, no entanto, votou por 42 a 21 pela revogação da prisão, entendendo que a medida contrariava prerrogativas parlamentares. Ainda assim, o deputado não pode deixar a custódia da Polícia Federal sem a decisão expressa de Moraes, que analisa possíveis medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do cargo e restrições de contato com outros investigados.

CPI quer explicações sobre suposto vazamento e influência política

A aprovação da convocação ocorre em meio a um ambiente de crescente preocupação com o avanço de organizações criminosas dentro de estruturas legislativas e administrativas. Para senadores da CPI, o caso de Bacellar representa um episódio emblemático sobre a capacidade das facções de se beneficiar de informações privilegiadas e de influenciar instituições do Estado.

Os parlamentares querem que Bacellar explique seu relacionamento com TH Joias, preso por tráfico de drogas, associação ao Comando Vermelho e suspeito de intermediar negociações ilícitas dentro e fora da Alerj. Segundo investigações, ele teria sido avisado sobre a operação dias antes de sua deflagração.

Expectativa por desdobramentos no STF

Mesmo com a decisão da Alerj, o futuro imediato de Bacellar depende do ministro Alexandre de Moraes, que ainda avalia as condições para sua possível soltura e as medidas cautelares que poderão ser impostas. O processo criminal segue tramitando no Supremo, que analisa a suspeita de participação do deputado em organização criminosa e práticas de obstrução de Justiça.

A convocação da CPI ocorre em paralelo ao inquérito e não interfere diretamente nas decisões judiciais, mas adiciona pressão política sobre Bacellar e amplia o escrutínio público sobre sua atuação à frente da Assembleia Legislativa do Rio.

 

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