08/12/2025 - 17:36
Redação
A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de reunir nesta segunda-feira (8) os principais líderes do Centrão para discutir sua recém-lançada pré-candidatura à Presidência terminou praticamente vazia. A informação foi publicada originalmente pelo Metrópoles, que acompanhou as tratativas e os sucessivos recuos dos convidados.
O objetivo de Flávio era apresentar seu projeto eleitoral para 2026 e reforçar a “condição” definida para abrir mão da disputa: a aprovação, ainda este ano, de uma anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro e ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de permanecer no poder.
Recuos em série entre os líderes partidários
O senador havia convidado figuras centrais do bloco: Valdemar Costa Neto (PL), Antonio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos). Apenas Valdemar não rejeitou imediatamente o chamado; os demais declinaram sob justificativa de compromissos de agenda.
O primeiro a recusar foi Ciro Nogueira, alegando compromissos no Paraná — embora tenha sinalizado que conversaria com Flávio à noite, após retornar a Brasília. Em seguida, Rueda não confirmou presença, e Marcos Pereira avisou por telefone que não poderia comparecer.
Convite vira jantar após esvaziamento
Diante das recusas, a assessoria de Flávio informou que não havia atualização na agenda e não confirmou se a reunião seria mantida. Horas depois, o Metrópoles apurou que o senador remanejou o encontro para um jantar em sua residência, na tentativa de salvar a articulação e viabilizar sua presença entre os líderes do centro.
Desde que anunciou, na sexta-feira (5), a disposição de concorrer ao Planalto no lugar de Jair Bolsonaro, Flávio tenta ampliar seu arco de alianças e se firmar como nome competitivo da direita — até agora sem avanços expressivos.
Senador pressiona por anistia: “Temos só duas semanas”
Ao comentar as negociações, Flávio reforçou, no sábado (6), que o apoio do campo conservador deveria começar com a aprovação da anistia.
“Tomada a decisão ontem, hoje começo as negociações. O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-Lula é aprovar a anistia ainda este ano. Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita”, declarou.
Pré-candidatura provoca frustração no centro
A movimentação do senador contrariou o plano de parte das cúpulas partidárias do Centrão, que defendiam a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal nome da direita para 2026. A entrada de Flávio na corrida eleitoral foi recebida com reserva e, para alguns líderes, com frustração.
União Brasil reage e critica polarização
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, divulgou nota após o anúncio da pré-candidatura de Flávio, reforçando que o partido pretende se afastar de embates ideológicos.
“Os últimos acontecimentos apenas confirmam a necessidade de um caminho político que privilegie a construção e o diálogo, e não o embate […] Em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro”, afirmou.
13/01/2026 - 11:05
12/01/2026 - 18:53
12/01/2026 - 17:10
11/01/2026 - 12:07
11/01/2026 - 11:09
15/01/2026 - 18:23
15/01/2026 - 17:12
15/01/2026 - 16:57
15/01/2026 - 14:34
15/01/2026 - 12:36