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Abandono do Centro Histórico de Cuiabá reflete descaso político

06/12/2025 - 10:20 | Atualizada em 08/12/2025 - 11:01

Cícero Henrique

Abandono do Centro Histórico de Cuiabá reflete descaso político

Foto: Cícero henrique/Caldeirão Político

É triste ver o centro da capital de Mato Grosso, Cuiabá, abandonado e tomado por lixo, devido à falta de urbanização, segurança pública e apoio dos órgãos públicos do estado. Quem se arrisca a passar pelo centro vê cenas tenebrosas de sujeira e um clima de terror. Centenas de lojas fechadas, comerciantes desesperados e sem ânimo, porque o poder público nada faz. As praças e o Beco do Candeeiro foram ocupadas por usuários de drogas e a prostituição, e os frequentes arrombamentos e furtos praticados contra os estabelecimentos comerciais localizados na região central reforçam o abandono.

O Centro Histórico, que já foi palco de grandes eventos, manifestações e lazer, hoje está deserto e abandonado. As praças Alencastro e da República, principais da capital, estão desertas e abandonadas. O comércio, que já foi pujante, tem hoje comerciantes falindo, pois o poder público não cumpre a promessa de revitalização que traria segurança e embelezamento.

Estudo feito pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), repassado ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), aponta em 2024 que 98 imóveis localizados no conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico que formam o Centro Histórico de Cuiabá estavam abandonados. Destes, 43 tinham risco de desabamento.

Enquanto outras capitais investem na urbanização e no embelezamento do centro, Cuiabá vai na contramão, no abandono total. Isso acontece há vários anos, desde gestões passadas que também não fizeram sua obrigação na urbanização do centro. O único gestor que se preocupou com isso foi o ex-prefeito Roberto França, que fez funcionar a fonte luminosa na Praça Alencastro, bastante frequentada na época.

Atualmente, poucos se arriscam a circular pelas ruas Comandante Costa, Avenida Getúlio Vargas, Pedro Celestino, Rua Joaquim Murtinho, Treze de Junho e Rua Cândido Mariano, que estão em estado vergonhoso. Turistas e cuiabanos temem passar por ali. A falta de compromisso por parte dos políticos da capital, que não se preocupam com o embelezamento da cidade, segurança e urbanização, tende a tornar essa região cada vez mais assustadora.


Praça Alencastro. Foto: Cícero Henrique/Caldeirão Político

Para se ter uma ideia, não é possível nem parar para entrar nos restaurantes próximos, que ainda resistem, e muito menos sentar nos bancos das praças, diante do desconforto e insegurança. Até mesmo o edifício sede da Prefeitura, o Palácio Alencastro, localizado na Praça Alencastro, está deteriorado e com aparência abandonada. As pessoas estão evitando passear pelo centro, deixando de fazer compras e até mesmo de curtir as praças.

Palácio Alencastro, sede do Poder Executivo de Cuiabá. Foto: Cícero Henrique/Caldeirão Político

A Assembleia Legislativa já promoveu, em 2024, audiência pública para tratar do tema, assim como o Ministério Público de Mato Grosso, em abril de 2025. Muitas falas bonitas e boas intenções. No entanto, até agora, nada de concreto aconteceu para preservar o patrimônio histórico e revitalizar o centro da capital.


Rua Cândido Mariano, Cuiabá. Foto: Cícero Henrique/Caldeirão Político
 

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