02/12/2025 - 14:10 | Atualizada em 03/12/2025 - 11:26
Redação
São fortes as pressões da caserna para o Superior Tribunal Militar (STM) considerar que não são indignos — portanto são dignos da farda — os oficiais generais condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
A presidente do STM e civil, Maria Elizabeth Rocha, tende a ser mais dura, mas é considerada uma voz praticamente isolada dentro da corte formada por 15 militares de alta patente e apenas cinco civis.
Uma manifestação do ministro e tenente-brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, na sessão do dia 30 de outubro, foi vista não como uma fala isolada, mas como um recado do grupo dos ministros militares a Maria Elizabeth Rocha. Em um evento em lembrança dos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, a ministra havia pedido perdão às vítimas da ditadura.
Na sessão, sem a presença da presidente da Corte, o tenente-brigadeiro declarou que a ministra deveria “estudar um pouco mais de história” para “opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu e sobre as pessoas a quem pediu perdão”.
Ou seja, para o militar, não há motivo de pedido de desculpas a mortos sob tortura no período da ditadura, como ocorreu com Vladimir Herzog, já que “as pessoas a quem pediu perdão” eram próximos dos revoltosos contra o regime de então.
É este, ainda, um pensamento que graça solto no meio militar e que contamina os ministros do STM: a história tem que ser revista porque, quiçá, nem houve uma ditadura.
Em cima deste modo de ver, o ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu arregimentar apoios no alto comando da caserna para a tentativa de golpe.
https://veronoticias.com/artigo/stm-esta-sob-pressao-para-considerar-golpistas-dignos-da-farda/
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