01/12/2025 - 16:29 | Atualizada em 01/12/2025 - 16:38
Marcelo Hailer
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) enfureceu os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro ao implodir a aliança do PL-Ceará com Ciro Gomes (PSDB). Durante evento da legenda no estado, Michelle criticou a possibilidade de o Partido Liberal apoiar Ciro para disputar o governo cearense.
O primeiro filho do ex-presidente a reagir foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): “A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora."
Posterior a Flávio Bolsonaro, foi a vez de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) se juntar ao irmão e disparar ataques contra Michelle Bolsonaro: “Meu irmão, Flávio Bolsonaro, está certo e temos que estar unidos e respeitando a liderança do meu pai, sem deixar nos levar por outras forças!”
Filho "01" e declarado porta-voz do clã após a prisão de Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma dura reprimenda à madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), que tenta implodir a aliança, costurada pelo deputado André Fernandes (PL-CE), com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.
Neste domingo (30), Michelle participou de ato de lançamento da candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará e constrangeu André Fernandes publicamente dizendo que não aceita aliança com uma pessoa que "compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinhas".
“A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada, sendo que o próprio presidente, no dia 29 de maio, pediu para ligarmos para Ciro Gomes no viva-voz e ficou acertado que apoiaríamos o Ciro”, reagiu Fernandes.
Nesta segunda-feira (1º), em declaração à coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles, Flávio Bolsonaro criticou duramente Michelle e defendeu a aliança com Ciro Gomes, que pretende se lançar ao governo do Estado e apoiar Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André, na eleição ao Senado.
“A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”, disse Flávio.
Em seguida, o senador defendeu a aliança para unir o bolsonarismo ao cirismo, segundo ele duas forças no Estado, para se contrapor a Lula.
“Partindo do princípio que Ciro é candidato ao governo do Estado e não será um palanque de apoio a Lula, há uma janela de oportunidade para diminuir a força local de Lula para presidente”, emendou.
Flávio ainda tentou reduzir Michelle, dizendo que ela "não é política", em clara atitude machista.
“O mecanismo será uma discussão interna feita por um grupo, do qual ela faz parte, e depois a decisão final será, sempre, de Jair Messias Bolsonaro. Michelle não é política e precisa entender que a forma de tomar uma decisão às vezes é mais importante do que a própria decisão”, disse o senador, que conversou com André Fernandes após o constrangimento causado por Michelle.
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