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Alvo de megaoperação da Polícia Federal volta para a cadeia

POLÍCIA FEDERAL

15/11/2025 - 14:31 | Atualizada em 15/11/2025 - 14:36

Redação

Alvo de megaoperação da Polícia Federal volta para a cadeia

Foto: Divulgação/PF

Alvo da operação Sordidum e apontado como líder de organização criminosa que operava tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em larga escala, Alexander Souza voltou para a cadeia. Ele tinha sido colocado em liberdade quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou a megaoperação da PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul.

Contudo, numa reviravolta, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), “salvou “o trabalho de investigação, restabelecendo as decisões da Sordidum.

Com a ordem de prisão, a defesa de Alexander pediu habeas corpus ao TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), mas o desembargador federal José Lunaderlli decidiu que ele ficará preso.

“Deve-se ressaltar que a amplitude das atividades praticadas no âmbito da organização criminosa justifica o receio de que os crimes continuem a ser praticados revelando, assim, a subsistência de situação de risco que autoriza a custódia cautelar, de maneira que, nesse contexto, não há que se falar em excesso da medida. Destarte, não vislumbro constrangimento ilegal decorrente de ato praticado pela autoridade impetrada a ser sanado”.

A defesa alegou que a 5ª Vara Federal de Campo Grande “repristinou prisão preventiva que já havia sido revogada e relaxada por duas vezes e sem qualquer indicação de fato novo”.

O desembargador destacou o papel de liderança do preso e o risco de fuga. “Não é demais lembrar que ALEXANDER SOUZA figura como líder de um dos polos de atuação da organização criminosa em lume, a qual se destinava ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro em larga escala, inexistindo dúvida quanto à gravidade concreta das condutas imputadas ao paciente. É sabido, também, que, tanto em função da proximidade territorial, quanto em virtude das atividades perpetradas, bem assim de seu papel de liderança, ALEXANDER possui contatos na região da fronteira com o Paraguai, o que facilitaria eventual fuga”.

 

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