14/11/2025 - 15:30
Redação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve anunciar, nas próximas semanas, um robusto pacote de investimentos voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o país, informa o colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. A iniciativa, liderada pelo ministro Ricardo Lewandowski, já começou a tomar forma com o remanejamento interno de verbas e projeta um investimento inicial estimado em centenas de milhões de reais, segundo fontes ligadas à pasta.
A estratégia busca fortalecer a atuação integrada da Polícia Federal com as polícias civis estaduais, diante da expansão territorial de milícias e organizações do narcotráfico, que avançam em cidades de médio porte, áreas metropolitanas e regiões de fronteira.
Ações conjuntas e tecnologia de rastreamento
O plano prevê operações coordenadas entre forças federais e estaduais, com foco na inteligência e no mapeamento de redes criminosas. A expectativa é ampliar o uso de tecnologias de rastreamento, ferramentas de análise de dados e sistemas de monitoramento capazes de acompanhar movimentações de lideranças, rotas de transporte e fluxos de comunicação interna das facções.
O compartilhamento de informações entre os estados, uma demanda antiga na área de segurança pública, será tratado como eixo prioritário. A proposta envolve a criação de uma estrutura de integração permanente, permitindo que investigações em andamento no Amazonas, por exemplo, dialoguem com apurações em curso no Rio de Janeiro, São Paulo ou Mato Grosso do Sul.
Estrangulamento financeiro das facções
Outro pilar do pacote é o reforço das investigações financeiras. A ideia é concentrar esforços no bloqueio de bens, contas, empresas de fachada e patrimônio oculto utilizado para sustentar atividades criminosas. A ampliação do cruzamento de dados com a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também deve entrar na estratégia, como forma de atacar a base econômica que mantém milícias e organizações de narcotráfico ativas.
A presença federal deve ser reforçada em áreas sensíveis, como fronteiras secas e rotas estratégicas usadas para o transporte de drogas e armas. O objetivo é ampliar a vigilância e o controle de circulação nessas regiões, que historicamente apresentam fragilidades operacionais.
Marca própria e disputa política pela pauta da segurança
A expectativa dentro do governo é que o anúncio do pacote fortaleça a imagem de Ricardo Lewandowski à frente da pasta e consolide uma marca própria para sua gestão. O tema da segurança pública — tradicionalmente explorado pela direita — deve ganhar protagonismo no discurso do ministro, que procura reposicionar o governo federal no debate sobre enfrentamento ao crime organizado.
Nos bastidores, auxiliares afirmam que Lewandowski busca inaugurar uma nova fase de atuação mais assertiva, com resultados concretos e coordenação nacional, especialmente em um momento de grande pressão pública por respostas ao avanço do crime.
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