Moradores de Rio Bonito do Iguaçu (430 km de Curitiba), no Centro-Sul do Paraná, com cerca de 14 mil habitantes, choram após a destruição causada pela passagem de um tornado na última sexta-feira (7).
O tornado deixou, até o momento desta publicação, cinco mortos e 432 feridos, segundo a Defesa Civil. O cenário é destruição, com cerca de 80% da cidade destruída.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o tornado atingiu o índice EF3, com ventos de 250 km/h.
Os feridos foram levados para hospitais de municípios vizinhos, assim como os desabrigados. Sem energia e internet, a Prefeitura informa que o decreto de calamidade está sendo redigido na cidade vizinha, onde reside a procuradora do município.
Os hospitais estão lotados e a orientação é para as pessoas procurarem atendimento 'apenas em situação de extrema necessidade', a fim de não colapsar o sistema.
Segundo autoridades locais, o número de mortos e feridos pode aumentar à medida que as buscas avançam nos destroços.
"Parece que caiu uma bomba".
Equipes regionais da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Secretaria de Saúde foram mobilizadas para a cidade, que enfrenta uma
situação de emergência. Outros órgãos estaduais e municipais também atuam no local para prestar atendimento às vítimas e avaliar os danos.
De acordo com o levantamento inicial,
mais de 50% da área urbana do município foi afetada. Diversos imóveis, incluindo residências, comércios e prédios públicos, sofreram destelhamentos — muitos deles totais. Houve ainda
colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.
A Defesa Civil estima que cerca de 10 mil pessoas tenham sido impactadas pelos ventos. Até o momento, 28 pessoas estão desabrigadas e 1.000 desalojadas. Os desabrigados estão sendo encaminhados a abrigos montados no município vizinho de Laranjeiras do Sul, onde foi disponibilizado transporte emergencial.
Segundo o governo do estado, as equipes seguem em atendimento e prosseguem com os levantamentos para mensurar a extensão total dos estragos.
O CBMPR segue com operações de busca e salvamento nos locais afetados, principalmente nas estruturas mais colapsadas. A corporação também está fazendo levantamento de danos junto com autoridades locais, como postes caídos, casas afetadas e vítimas que ainda necessitem de atendimento.