Advogados ligados à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que ele não suportará permanecer por muito tempo no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. À coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, um dos defensores declarou que o ex-presidente “vai ter um piripaque”, prevendo um agravamento de seu quadro de saúde logo nas primeiras semanas de eventual detenção.
Bolsonaro já passou por seis cirurgias abdominais desde o atentado a faca em 2018, além de outros procedimentos para tratar refluxo, desvio de septo, obstruções intestinais e erisipela.
Segundo os advogados, esse histórico, aliado ao impacto psicológico do cárcere, pode justificar um futuro pedido de prisão domiciliar humanitária, como ocorreu com Fernando Collor.
A defesa avalia que o primeiro pedido de soltura deve ser negado, mas que qualquer piora médica abriria caminho para uma revisão da decisão.
Preparativos na Papuda
Nesta semana, a chefe de gabinete do ministro Alexandre de Moraes visitou as instalações da Papuda acompanhada da juíza Leila Cury, responsável pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.
Foram inspecionadas três áreas possíveis para receber Bolsonaro, incluindo a Papudinha (19º BPM da PMDF) e o bloco de segurança máxima, onde já ficaram presos políticos e ex-ministros.
A visita reforçou a expectativa entre aliados de que o STF prepara o terreno para o início do cumprimento de pena em regime fechado.
Condenação mantida
O STF formou maioria para manter a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O relator Alexandre de Moraes, acompanhado por Cristiano Zanin e Flávio Dino, votou pela rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa, que alegava omissões e falhas na dosimetria da pena.
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