Um levantamento divulgado pela
Folha de S.Paulo no último dia 30 expôs um dado alarmante: o estado de Mato Grosso está no quarto lugar no ranking nacional de laboratórios de cocaína, segundo a publicação “Floresta em Pó”, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e o Instituto Fogo Cruzado.
O estudo identificou
550 laboratórios de processamento da droga em funcionamento no Brasil entre 2019 e julho de 2025, sendo
29 em Mato Grosso.
O levantamento aponta que Mato Grosso se tornou ponto-chave da “rota caipira”, que liga Bolívia e Paraguai a grandes centros do Sudeste e aos portos brasileiros utilizados para exportação internacional da droga.
A posição geográfica central e a estrutura logística do estado explicam a concentração de pontos de refino e adulteração.
O refino da cocaína movimentou cerca de R$ 30 bilhões no país, dentro de um mercado que faturou aproximadamente US$ 65,7 bilhões em 2024.
Os laboratórios variam entre grandes centros de transformação da pasta-base e pequenas estruturas usadas para “engordar” a droga destinada ao varejo.
O estudo alerta que a cocaína é o “combustível financeiro” de outras atividades criminosas, como garimpo ilegal, extração de madeira e grilagem de terras.