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CORRUPÇÃO NOS PODERES: Delação sobre propina de R$ 1 bi abala Governo de SP

CORRUPÇÃO

31/10/2025 - 12:53 | Atualizada em 31/10/2025 - 17:07

Redação

CORRUPÇÃO NOS PODERES: Delação sobre propina de R$ 1 bi abala Governo de SP

Foto: Reprodução

 O ex-auditor fiscal da Fazenda do Estado de São Paulo Artur Gomes da Silva Neto – alvo principal da Operação Ícaro, sob suspeita de ter recebido R$ 1 bilhão em propinas de empresas como a Ultrafarma e a Fast Shop – está finalizando acordo de delação premiada com o Ministério Público estadual. Seus relatos detalham corrupção na Fazenda e preenchem mais de 30 anexos, cada um deles relativo a procedimentos tributários forjados, nomes de outros auditores e de empresários supostamente favorecidos pelo esquema.

A reportagem do Estadão pediu manifestação do criminalista Paulo Amador Bueno da Cunha, constituído por Artur. O advogado não se manifestou ‘em respeito ao sigilo’.

As conversas com Artur tiveram início já em agosto. Os promotores anotaram relatos dele e dividiram as informações por anexos. Cada capítulo é referente a um processo fiscal do qual ele participou e exigiu propina para liberar antecipadamente créditos tributários.

Os promotores também receberam de Artur informações sobre o envolvimento de outros fiscais. Em troca de benefícios decorrentes da delação – entre eles uma eventual pena mais ‘branda’ -, ele apontou nomes, inclusive de outros escalões da Fazenda.

Artur se compromete a entregar provas e caminhos para corroboração de suas revelações.

A delação de Artur agita corredores e gabinetes do Palácio Clóvis Ribeiro, na Avenida Rangel Pestana, no centro de São Paulo, sede da Receita estadual.

Nos bastidores do Fisco estima-se, preliminarmente, que o esquema de corrupção instalado na área de atuação de Artur pode ter arrecadado R$ 11 bilhões.

Nessa etapa da negociação do acordo do ex-auditor – ele próprio pediu exoneração do cargo após ser preso, em agosto -, os capítulos mais notórios, revelados já no início da Operação Ícaro, são os da Ultrafarma e Fast Shop.

No caso da Fast Shop, os controladores da empresa confessaram que pagaram propinas de R$ 400 milhões para o ex-fiscal da Receita estadual. A empresa fechou acordo e vai pagar multas de R$ 100 milhões.

https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/delacao-de-fiscal-da-propina-de-r-1-bilhao-tem-mais-de-30-anexos-aponta-colegas-e-inquieta-fazenda/


 

 

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