31/10/2025 - 10:21 | Atualizada em 31/10/2025 - 10:31
Redação
Um analista político avaliou que a operação policial que deixou mais de 130 mortos no Rio de Janeiro gerou forte impacto nas famílias evangélicas das favelas da Penha e do Alemão, onde a maioria das vítimas vivia.
Segundo ele, “a dor dessas mães evangélicas, que choram em cima dos caixões de seus filhos, está se espalhando pelas igrejas”.
O analista lembra que, mesmo quando há envolvimento com o crime, as famílias são inocentes — e agora se sentem traídas por governadores que aplaudiram a chacina.
De acordo com o analista, governadores da direita, entre eles Ronaldo Caiado (UB), tentam usar a tragédia como palanque político.
Eles se reuniram com o governador Cláudio Castro para demonstrar apoio à operação, criando um discurso de união entre os estados sem diálogo com o governo federal.
“É uma jogada política. Estão tentando montar um governo paralelo de segurança pública para capitalizar votos em cima da dor”, afirmou.
O analista alerta que a estratégia pode sair pela culatra. A maior parte das famílias afetadas é evangélica, e a comoção entre fiéis pode afastar esse eleitorado da direita.
“Esses governadores estão empurrando a bancada evangélica para o colo de Lula”, disse. Segundo ele, pastores que pregam nas comunidades relatam que “não dá pra aplaudir isso”, tem mãe chorando na igreja.
https://www.caldeiraopolitico.com.br/noticia/82905/politicos-de-mt-sobe-em-cadaveres-do-rio-de-janeiro-para-fazer-palanque-politico-mas-nao-explica-o-estado-ser-campeao-em-violencia-contra-as-mulheres
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