30/10/2025 - 17:48
Redação
O editorial desta quinta-feira (30) do jornal O Estado de S. Paulo, conhecido por suas posições conservadoras, trata da operação policial no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, e apresenta uma crítica contundente à gestão de segurança pública do governo Cláudio Castro (PL-RJ). Mesmo atacando a operação dentro dos limites de uma visão liberal, que evita enfrentar as raízes estruturais da violência urbana, o Estadão não poupa o governador fluminense.
O texto reconhece o fracasso histórico do modelo de confronto armado como política de segurança, apontando que a operação resultou em mais de cem mortos, incluindo quatro policiais, e não capturou seu principal alvo. No entanto, ao se limitar à crítica da “inépcia” e da “falta de coordenação”, o jornal evita discutir o papel do Estado na perpetuação da lógica de guerra contra populações empobrecidas e racializadas.
O editorial denuncia indícios de execuções sumárias e a destruição de provas, mas não questiona a militarização das favelas nem o uso político da violência como instrumento de controle social. Ainda assim, contrapõe a ação desastrosa do governador fluminense à Operação Carbono Oculto, promovida pelo governo federal, como exemplo de sucesso — reforçando a ideia de que o combate ao crime deve se dar por meio de inteligência e articulação institucional.
Embora falte ao texto uma reflexão mais profunda sobre o papel das políticas neoliberais na degradação das condições de vida nas periferias, que alimentam o poder do crime organizado, ao criticar a tentativa de Cláudio Castro de responsabilizar o governo federal, o editorial acerta ao lembrar que a segurança pública é competência estadual.
O episódio da Penha é mais uma demonstração de que não há saída possível sem uma mudança radical na concepção de segurança pública.
13/12/2025 - 16:31
09/12/2025 - 17:16
08/12/2025 - 17:36
06/12/2025 - 14:45
05/12/2025 - 18:31
15:56
15:37
15:27
13:11
12:20