25/10/2025 - 06:57 | Atualizada em 25/10/2025 - 07:13
Redação
Levantamento exclusivo da Repórter Brasil identificou 1.827 pedidos de mineração de cobre, lítio, terras raras e outros 13 elementos — usados em produtos como chips, torres eólicas e carros elétricos — a menos de 40 km de grupos indígenas isolados.
A essa distância, as atividades minerárias representam um risco para a integridade desses povos, afirma o OPI (Observatório dos Povos Indígenas Isolados), organização de defesa dos direitos dessas comunidades.
“O isolamento é uma condição de sobrevivência, em razão da mineração, da abertura de estradas e do agronegócio. A pressão está apertando muito”, alerta o antropólogo Miguel Aparício, que trabalha com isolados há 30 anos e preside o OPI.
Ao todo foram identificados 7.718 requerimentos ativos para 16 minerais em toda a Amazônia, protocolados entre 1953 e setembro de 2025. Desse total, 1.827 (24%) estão muito próximos de áreas com indígenas isolados — 1.226 processos referem-se à mesma substância: o estanho.
Ainda segundo o levantamento, são afetados os indígenas Tamanduá e Pakyi, na TI Piripkura. Eles são os últimos remanescentes dos Piripkura, povo historicamente ameaçado por madeireiros em Mato Grosso e cercado por requerimentos de exploração de estanho, cobre e tântalo.
https://reporterbrasil.org.br/2025/10/minerais-criticos-indigenas-isolados-amazonia/
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