Quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
informe o texto

Notícias | Brasil

Operação Recon frustra plano audacioso de atentados contra promotor e coordenador de presídios

Polícia Civil cumpre 25 mandados de busca em Presidente Prudente e mais seis cidades da região

24/10/2025 - 08:15 | Atualizada em 29/10/2025 - 09:02

Redação

Operação Recon frustra plano audacioso de atentados contra promotor e coordenador de presídios

Operação Recon mira suspeitos de monitorar autoridades

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC 8, com o apoio da Unidade de Inteligência do DEINTER 8, do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Polícia Penal, deflagrou a Operação Recon, uma ofensiva coordenada que frustrou um audacioso plano de atentado contra autoridades públicas da região de Presidente Prudente.

A ação, que contou com intenso planejamento e integração entre as forças de segurança, tem por objetivo o cumprimento de 25 mandados de busca domiciliar distribuídos nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).

As investigações, que tramitam sob a condução da 1ª DIG/DEIC 8, revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, incumbida de realizar levantamentos detalhados da rotina do promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da Região Oeste do estado, e de seus familiares, com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados.

Há mais de dez anos o promotor de Justiça Lincoln Gakya vive sob escolta policial 24 horas por dia por causa das ameaças de morte que recebe. Ele é integrante do GAECO, ameaçado pela facção ao menos desde 2005.

A Polícia Civil informa que a ordem para matar estas autoridades partiu da fação PCC.

De acordo com os elementos colhidos, os criminosos já haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades, num plano meticuloso e audacioso que demonstrava o grau de periculosidade e ousadia da organização. A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama.

A ação integrada entre os setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do MPSP foi fundamental para detectar e neutralizar o plano antes que fosse executado, impedindo que o crime organizado alcançasse seu objetivo. A atuação coordenada das instituições permitiu a identificação dos envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

As buscas domiciliares realizadas nesta data devem resultar na coleta de diversos elementos de prova que subsidiarão as próximas fases da investigação, voltadas à identificação de outros partícipes e ao mapeamento completo da cadeia de comando criminosa.

Segundo o MP-SP, a Operação Recon simboliza a efetividade da integração entre a Polícia Civil, a Polícia Penal, o Ministério Público e a Polícia Militar, reafirmando o comprometimento do Estado de São Paulo com a defesa da ordem pública, da legalidade e da integridade das instituições e de seus representantes.

"Com inteligência, estratégia e ação coordenada, a Polícia Civil, a Polícia Penal, o Ministério Público e a Polícia Militar reafirmam que nenhuma ameaça contra a vida e a autoridade pública será tolerada'.
 

Informe seu email e receba notícias!

Sitevip Internet