22/10/2025 - 13:07
Redação
A Floresta Amazônica deixou de ser apenas um símbolo ambiental e tornou-se um ativo econômico estratégico, e sua degradação já cobra um preço alto do Brasil, segundo um novo estudo do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do projeto Amazônia 2030, O Estudo aponta que o desmatamento na Amazônia tem impactos diretos sobre os rios voadores, correntes de umidade formadas pela evapotranspiração da floresta, alterando o regime de chuvas em boa parte do território nacional e reduzindo a produtividade de setores-chave, como energia, agronegócio, transporte hidroviário e abastecimento urbano. As informações são do site Cenário Energia.
De acordo com o relatório, a perda de cobertura florestal já se traduz em prejuízos bilionários anuais, especialmente para o setor elétrico, que depende do equilíbrio hidrológico para garantir a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo os dados do estudo, as hidrelétricas de Itaipu e Belo Monte perderam, juntas, 3.700 GWh de potencial de geração por ano em razão da redução das chuvas associada ao desmatamento. O volume desperdiçado equivale ao consumo anual de energia elétrica de todo o estado de Rondônia.
Em valores econômicos, isso representa mais de R$ 1 bilhão em perdas anuais, um impacto que repercute em tarifas mais altas, maior dependência de termelétricas e pressão sobre os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste.
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