13/09/2025 - 10:42
Redação
O Brasil vive dias de celebração após a histórica condenação de Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Logo após a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (11), que também atingiu outros sete réus envolvidos na trama golpista, milhares de pessoas já haviam tomado as ruas para festejar o veredito.
Na noite desta sexta-feira (12), o clima de euforia se espalhou ainda mais. Multidões voltaram a ocupar avenidas e praças de diferentes capitais, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, transformando o marco judicial em um momento de celebração coletiva.
Em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) convocou o ato festivo em uma rua do centro, que rapidamente foi tomada por uma multidão. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um verdadeiro carnaval popular, com bandeiras, música e danças. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) participou da comemoração.
No Rio de Janeiro, a população organizou um carnaval fora de época, com blocos e foliões fantasiados de ministros do STF. Já em Brasília, o cenário foi semelhante: ruas lotadas, música alta, cerveja e alegria em uma celebração espontânea que reforçou o caráter histórico da condenação.
Bolsonaro condenado
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Prevista para a sexta-feira (12), a dosimetria da pena foi realizada ainda nesta quinta (11), pondo fim ao julgamento, logo após os cinco ministros daquele colegiado, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisarem as bases legais para o estabelecimento do número de anos que constará na sentença. O ex-presidente também foi condenado a pagar 248 salários-mínimos (em valores da época em que o crime foi cometido)
Tendo em vista que a condenação à prisão foi maior do que 8 anos, Bolsonaro terá que começar a cumprir a pena em regime fechado após a análise do único recurso possível, os embargos de declaração, que não têm potencial para alterar a sentença.
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