A Justiça Federal em Mato Grosso determinou o bloqueio de bens do desembargador do Tribunal de Justiça, Manoel Ornelas, no valor de quase R$ 2 milhões por ser proprietário de uma área ilegal localizada na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista, a 1.065 quilômetros de Cuiabá.
De acordo com decisão do juiz federal substituto, Marllon Sousa, a indisponibilidade de bens é para garantir a recuperação de 317,22 hectares de floresta amazônica que foi desmatada. Foi bloqueado o montante de R$ 1.744.710,00.
O desembargador ganhou destaque na imprensa mato-grossense em 2013, quando, num final de semana em que era o responsável pelo plantão, concedeu liminar a sete pessoas acusadas de tráfico de drogas. Dentre os libertados estava um condenado a 18 anos de prisão, apontado como líder da quadrilha presa em operação da Polícia Federal.
A 2ª Câmara Criminal do TJ cassou, há poucas horas, a liminar e os benefiados por ela são agora considerados procurados pela Justiça. São eles: o fazendeiro Adalberto Pagliuca Filho, acusado de liderar quadrilha, a esposa dele, Regina Célia Cardoso Pagliuca, além de três filhos do casal - Adalberto Pagliuca Neto, Elaine Cristina Pagliuca da Sil va, Régis Aristide Pagliuca - o genro, Joelson Alves da Silva, e Lori Gasparin.