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Notícias | Jurídico

Seccionais de SP e RJ defendem eleições diretas na OAB

20/02/2013 - 16:11

Redação

 Dez meses após o então presidente da seccional carioca da Ordem dos Advogados Brasil e atualmente conselheiro federal da entidade, Wadih Damous, lançar um movimento em favor das eleições diretas para a diretoria do Conselho Federal da entidade, a seccional paulista decidiu aderir ao movimento que começou no dia 14 de maio do ano passado no histórico auditório da entidade dos advogados no Rio de Janeiro.

Atualmente, o pleito para escolha da diretoria é formalizado pelo voto de um colégio eleitoral formado pelos 81 conselheiros federais. A advocacia paulista conta com mais de 320 mil inscritos, tornando-se, caso as eleições passem a ser feitas de forma direta, o maior colégio eleitoral do país.

Segundo o presidente da entidade paulista, Marcos da Costa, o modelo de voto indireto se esgotou. ‘Precisamos de um modelo que atenda de forma mais adequada à representação da advocacia do Brasil. Vamos solicitar aos nossos Conselheiros Federais que ostentem essa bandeira junto ao Conselho Federal‘, comentou.

Há dez meses, Damous afirmava que a escolha pelo voto indireto é “antidemocrático, favorece lutas internas e faz com que os dirigentes do Conselho sejam representantes dos conselheiros, e não da advocacia”, e acrescentou: “ao cidadão brasileiro, felizmente acostumado a votar diretamente em seus candidatos para vereador, prefeito, deputados estadual e federal, senador, governador e presidente da República desde 1989, pode parecer estranho que os 700 mil advogados do país não possam eleger livremente seus dirigentes de classe na instância máxima, o Conselho Federal da OAB. É muito estranho, mesmo‘.

 

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