22/08/2025 - 18:23 | Atualizada em 22/08/2025 - 18:29
Redação
A temperatura do ambiente político em Brasília não diminuiu nesta sexta-feira (22), sobretudo com a iniciativa do PT de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva imediata de Jair Bolsonaro (PL). A justificativa apresentada pelo partido é clara e direta: há risco concreto de que o ex-presidente correr para a embaixada dos EUA.
Segundo Lindbergh Farias (PT-RJ), que formalizou o pedido, não é improvável que Bolsonaro siga para a representação diplomática norte-americana, em Brasília, repetindo o movimento já feito em fevereiro de 2024, quando se abrigou por dois dias na embaixada da Hungria, quando estava na iminência de ter a prisão decretada.
O deputado foi categórico: “Ele primeiro chega e entra na embaixada e depois pede o asilo. É perfeitamente factível. Ele já dormiu dois dias na embaixada da Hungria em 2024, quatro dias depois que teve o passaporte apreendido”.
Na peça enviada ao STF, o PT afirma que não há mais como confiar em medidas alternativas, como o monitoramento eletrônico. O texto argumenta que o caso ultrapassa a esfera individual e atinge diretamente a estabilidade democrática.
Expectativa no Supremo
A solicitação do PT chega justamente no momento em que o STF se prepara para analisar a ação penal 2.668, que trata da tentativa de golpe de Estado transcorrida entre o fim de 2022 e o começo de 2023. Para os parlamentares do partido, somente a prisão imediata poderia neutralizar riscos de fuga e conter novas movimentações que ameacem a ordem institucional.
Enquanto a Corte não decide, cresce a especulação em Brasília, já que a qualquer momento o tribunal pode determinar uma medida que mudaria o rumo da crise e colocaria o líder extremista atrás das grades de forma preventiva.
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