PATRIOTÁRIOS TORCENDO CONTRA O BRASIL: TRUMP ESTÁ DESESPERADO COM AVANÇO DA CHINA, DOS BRICS E DA RÚSSIA NO BRASIL
TRENS CHINESES
30/07/2025 - 16:41
Cícero Henrique
Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está mesmo desesperado com o avanço da China, dos Brics e da Rússia na relação comercial com o Brasil.
A BYD divulgou nesta quarta-feira (30) uma resposta à carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Volkswagen, Toyota, Stellantis e General Motors. As montadoras pedem medidas contra o avanço da empresa chinesa no Brasil.
Na resposta, a BYD questiona o incômodo causado por sua presença no mercado e defende a concorrência como parte do processo de inovação no setor automotivo.
A troca de mensagens ocorre em meio a discussões sobre políticas industriais e incentivos fiscais para o setor.
Rússia afirma ter desenvolvido “certa imunidade” às sanções dos EUA
O governo da Rússia afirmou nesta quarta-feira (30) que o país desenvolveu uma “certa imunidade” às sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados desde o início da guerra na Ucrânia.
A resposta veio após novas medidas anunciadas por Washington, que incluem restrições a empresas ligadas à indústria militar russa e ao setor de energia.
Moscou afirmou que as sanções não impedem o desenvolvimento econômico do país e reforçou sua intenção de seguir com parcerias comerciais alternativas.
Gigante chinesa deve chegar ao Brasil em 2026 para fabricar trens
A CRRC Corporation Limited, chinesa considerada a maior do mundo em receita no setor ferroviário, principal fabricante de trens da China e dona do trem mais rápido do mundo (o CR450, que atinge até 450 km/h), firmou parceria com o governo do estado de São Paulo para iniciar a produção de trens metroviários a partir de meados de 2026, com a instalação de uma unidade fabril no município de Araraquara, no interior do estado.
O que é a CRRC?
Com sede em Pequim e cerca de 46 subsidiárias globais, a CRRC é especializada na fabricação de locomotivas, vagões urbanos e trens de alta velocidade. A empresa atua no Brasil desde a entrega, em 2017, da Série 2500 da CPTM (Linha 13–Jade), com oito trens elétricos operando desde 2020.
Em dezembro de 2024, venceu licitação para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo, com contrato assinado em julho de 2025 e previsão de início das atividades em meados de 2026, caso a vinda da CRRC seja aprovada, no Brasil, pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), autarquia federal que garante a livre concorrência de mercado.
Em julho de 2025, a gigante chinesa começou a recrutar profissionais para o preparo das operações no Brasil, com abertura de vagas para engenheiros, técnicos e montadores ferroviárias.
No ano passado, a empresa já havia vencido, junto à Comporte Participações S.A. (holding brasileira de transportes), o leilão estadual para o consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, que prevê uma concessão de 30 anos para a construção e operação do ramal de média velocidade (formado por trem expresso e parador) entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, além da operação da Linha 7-Rubi, da empresa CPTM, a partir do ano que vem.
Plano e previsão de início das atividades
O projeto da instalação de uma fábrica para a produção de trens metroviários em São Paulo ocorre em paralelo à concessão, e a CRRC recebeu um investimento inicial de R$ 50 milhões, parte de um pacote mais amplo, com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), que deve somar mais de R$ 10 bilhões.
Os 44 trens contratados para o metrô paulista terão seis carros e uma operação prevista para até cinco anos, com entrega total estimada para o final de 2030.
O primeiro trem chegar em até 21 meses após a assinatura do contrato, no segundo semestre de 2027, de acordo com a previsão do governo paulista.
A CRRC deve produzir, na fábrica de Araraquara, alguns dos componentes mecânicos necessários à montagem dos trens, que deve ser feita integralmente no Brasil, enquanto os componentes mais tecnologicamente avançados continuarão a ser trazidos de fábricas na China.
A meta é abastecer tanto o metrô paulista quanto os trens de trajetos intercidades.