27/07/2025 - 10:53 | Atualizada em 27/07/2025 - 12:58
Redação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou de maneira didática o que está por trás da estratégia do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo. Ambos têm articulado junto à Casa Branca sanções contra o Brasil.
Para o ministro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são “traidores do Brasil” e buscam “ganhos eleitorais” com as sanções impostas pelos EUA ao país.
“Há quanto tempo não se vê um traidor agindo em detrimento dos interesses nacionais? Há muito tempo! Em uma entrevista ao Painel S/A da Folha de S.Paulo [...] um brasileiro [Paulo Figueiredo] dizendo ‘nós vamos dobrar a aposta contra o Brasil’. Imagina uma situação semelhante na tua vida pessoal: a tua família está sendo atacada e tem membros da sua família torcendo para quem está atacando a sua família. É isso que está acontecendo no Brasil”, disse o ministro da Fazenda em entrevista à rádio Itatiaia.
“Querer sabotar a economia brasileira para ter bônus eleitoral... as pessoas estão atentas a isso. Nós precisamos falar o português claro: não adianta querer esconder, querer botar no colo de quem quer que seja. Está aí pra todo mundo ver”, concluiu Fernando Haddad.
A Constituição brasileira, em seu artigo 5º, inciso XLIV, estabelece que "constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático". Embora não use o termo "traidor da pátria", essa disposição constitucional visa proteger a integridade da nação e do regime democrático contra ações que atentem contra a ordem estabelecida. Além disso, o artigo 1º da Constituição afirma que a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, e que o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido, o que reforça a importância da defesa da ordem democrática contra qualquer tentativa de golpe ou ruptura.
A Constituição brasileira, ao longo de seu texto, trata de diversos aspectos relacionados à defesa da pátria, da soberania nacional e da ordem democrática, sem, no entanto, fazer referência direta ao termo "traidor da pátria". A ideia de traição, nesse contexto, é abordada através da criminalização de ações que atentem contra a ordem constitucional e o Estado democrático, como a ação de grupos armados contra a ordem estabelecida.
O discurso de Ulysses Guimarães, durante a promulgação da Constituição de 1988, reforça essa ideia ao afirmar que "traidor da Constituição é traidor da pátria". Essa declaração, embora não esteja expressa no texto constitucional, serve como uma interpretação da importância da defesa da Constituição como forma de proteger a nação e a democracia.
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