O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (SINPAIG-MT), Antônio Wagner, afirmou na manhã desta quarta-feira (11) que considera INSUFICIENTE o texto do projeto de lei apresentado pelo Executivo para regulamentar e restringir operações de empréstimos consignados para servidores públicos estaduais.
O sindicalista apontou que o projeto permite empréstimos em 120 parcelas, o que é temerário. Além disso, a criação e uma Ouvidoria pela Controladoria Geral do Estado (CGE) não prevê a participação de representantes de nenhum sindicato. Segundo Antônio Wagner, o empréstimo via cartão consignado não deveria ser abolido, mas permitido desde que operado por bancos comerciais e bancos múltiplos, com limite prudente de 5% dos 35% de consignação.
Wagner defendeu a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa. "A CPI é importantíssima", disse. Ele destacou ainda os nomes dos deputados que apoiam a abertura de CPI:
Janaina Riva
Lúdio Cabral
Henrique Lopes
Wilson Santos
Gilberto Cattani
Faltam três assinaturas para que o requerimento de CPI dos Consignados seja protocolado.
Ouça a íntegra da coletiva de Antônio Wagner:
Dados apresentados pelo Sinpaig apontam que 63% dos servidores estão endividados com os consignados, com 30% até 63% da renda comprometida.
O governador em exercício, Otaviano Pivetta, reuniu-se nesta manhã com o Colégio de Líderes a fim de entregar o projeto de lei que dispõe sobre as operações consignadas para os servidores públicos de Mato Grosso e passa a exigir regras mais rigorosas e transparentes.
O PL deve ser apresentado em Plenário ainda hoje.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi, não descartou a abertura de uma CPI. "Se tiver as oito assinaturas, o regimento me obriga a fazer este encaminhamento, vou encaminhar para a Procuradoria primeiro e após colocar para ser votada a abertura ou não", disse Russi, que acrescentou não ver 'clima' para abertura da CPI.
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