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Pesquisas sinalizam que Lula não está “morto” e que direita não deve centrar discurso só na economia

ELEIÇÕES 2026

01/06/2025 - 13:29

Redação

Pesquisas sinalizam que Lula não está “morto” e que direita não deve centrar discurso só na economia

Foto: Reprodução

As pesquisas de intenção de voto não estão sendo lidas com a devida atenção — nem mesmo por jornalistas gabaritados. A direita e o centro — leia-se o pP do senador Ciro Nogueira — espalham que o presidente Lula da Silva, do PT, está caindo pelas tabelas e chegará em 2026 “sangrando”. Então, será “galinha morta” ante um forte candidato da direita.

De fato, a direita, não se entende qual dever ser o candidato ou bancar qual candidato — como os governadores Ronaldo Caiado, do União Brasil, ou Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

Porém, antes, a direita tem de considerar que as pesquisas mostram que Lula da Silva continua um candidato forte, com possibilidade de ser reeleito. Há indícios de que o governo federal está mais desgastado do que o político Lula da Silva.

Numa das pesquisas divulgadas na semana passada, Lula da Silva chegou a aparecer em primeiro lugar.

Porém, a notícia relevante, e que a direita precisa “ler” com atenção, é que o petista está no jogo e, sobretudo, não está parado… nem “morto” política e eleitoralmente.

Em 1994 e em 1998, depois de ter apostado contra o Plano Real, Lula da Silva foi derrotado duas vezes pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

 A economia elegeu FHC e derrotou Lula da Silva. O PT não soube entender o jogo real do mercado e os interesses efetivos das pessoas.

Em 2025, Lula da Silva, presidente pela terceira vez — e uma raposa cada vez mais felpuda (por mais que muitos analistas não pensem assim) —, está operando para melhorar as condições de vida das classes médias. Noutras palavras, articula para pôr mais dinheiro em suas mãos, garantindo o aumento do consumo.

Pode surtir efeito até maio ou junho de 2026? Pode. Mas também pode não surtir. Aí Lula da Silva e o PT estarão perdidos.

Se as medidas do governo reconquistarem parte das classes médias — que, sim, querem consumir e são, no geral, avessas ao debate ideológico —, a direita terá de mudar o discurso de que a economia será decisiva a seu favor. Porque poderá ser a favor, isto sim, de Lula da Silva.



 

 

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