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MT quer autorização da ALMT para contratar OSS. No bastidor, inquérito da PANACEIA preocupa

09/04/2025 - 12:30 | Atualizada em 09/04/2025 - 20:50

Cícero Henrique

MT quer autorização da ALMT para contratar OSS. No bastidor, inquérito da PANACEIA preocupa

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O Governo de Mato Grosso apresentou na manhã desta quarta-feira (9) aos deputados estaduais a forma de funcionamento do Hospital Central em reunião no Palácio Paiaguás. O governador Mauro Mendes enviou à Assembleia Legislativa projeto para autorizar a contratação da Sociedade Beneficente do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, para administrar o hospital, cuja inauguração está prevista para o início do segundo semestre de 2025.

O custo mensal apresentado pelo governador Mauro Mendes para a contratação da OSS é de R$ 35 milhões, que abrange os custos operacionais e de gestão. 

Prestes a firmar mais um contrato milionário de gestão hospitalar, o Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Panaceia, desde fevereiro de 2024. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro, após transações financeiras entre ele, os filhos, Renato e Khadine Figueiredo, e outras pessoas. 

De acordo com reportagem de Pablo Rodrigues para o jornal A Gazeta, em dezembro de 2024, a informação consta na decisão do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Marcus Vinícius Reis Bastos, que suspendeu a investigação sob alegação de usurpação da competência, uma vez que o secretário estadual de Saúde, figura como investigado no inquérito policial, e possui foro por prerrogativa de função.

Ainda segundo a reportagem, na decisão o magistrado cita um RELATÓRIO DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA (RIF) feito pela PF, demonstrando movimentação financeira atípica de Gilberto e o filho. As operações financeiras com suspeitas de ocorrências de lavagem de dinheiro foram registradas entre março de 2021 e outubro de 2023.

“Consta do RIF que Gilberto é secretário de saúde e já se candidatou a vereador, como também a deputado estadual nas eleições de 2022. No período de 19/08/2021 a 10/10/2023 movimentou em sua conta valores incompatíveis com a capacidade econômico-financeira e ocupações declaradas, sugerindo a utilização de sua conta para movimentar recursos de terceiros ou atividades diferentes das cadastradas’, cita o desembargador.

A decisão cita ainda que entre os valores suspeitos identificados pela PF está uma operação de crédito de R$ 15 milhões tendo como procuradores Antonio Sergio de Oliveira Amaral e Cezar Emilio Carbonari. Esta linha de crédito serve para antecipar repasses do Ministério da Saúde.

“Por fim, na última comunicação o Gilberto recebe valores, no total de R$ 157.500,00. Nessa comunicação, o titular Renato Giacomini recebe diversos depósitos em espécie, por Bruno Borges. Além do fato, de ter feito pagamento de títulos em nome de seu pai, suspeita-se de utilização da conta pessoal para trânsito de recursos de suas empresas, podendo constituir tentativa de burla fiscal. Não foi identificado fundamentos legais nem econômicos que justifiquem as movimentações observadas, que se apresenta muito acima da renda cadastrada", completa.

O Caldeirão Político apurou, no bastidor, que o governador Mauro Mendes e o próprio secretário de Saúde Gilberto Figueiredo estão apreensivos com a possível deflagração de uma nova fase da Operação Panaceia. Se confirmada, e Figueiredo for alvo, o resultado será desastroso para os planos eleitorais de ambos em 2026.
 

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