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Jayme Campos, a arte política e a estratégia para 2026

01/04/2025 - 09:09 | Atualizada em 01/04/2025 - 17:46

Cícero Henrique

Jayme Campos, a arte política e a estratégia para 2026

Foto: Cícero Henrique/Caldeirão Político

O senador Jayme Campos (UB) tem os pés largos – e bem plantados. Enquanto sorri para o presidente Lula (PT), em Brasília, mantém firme o aperto de mão com os bolsonaristas ao defender anistia para os golpístas de 8 de janeiro.

Jayme Campos segue cortejando outros partidos, de olho no Governo de Mato Grosso.

Nos bastidores, o PSD pleiteia o posto de vice-governador com o argumento de que é o partido com o maior número de prefeituras em Mato Grosso. 

Aliás, a fonte do poder de Jayme Campos está justamente no poliamoroso casamento político-partidário no estado.

Jayme Campos não é homem de apostas cegas. Sua lógica é pragmática: quanto mais alianças, mais espaço no tabuleiro. Se Lula seguir forte, União Brasil e PSD estarão lá. Se o bolsonarismo ressurgir com Tarcísio, idem. E se ambos entrarem em rota de colisão, melhor ainda — o partido lucra com o jogo duplo. 

No União Brasil de Mato Grosso já existe racha, o grupo do governador Mauro Mendes não quer o senador Jayme Campos como candidato ao governo, mas sim Otaviano Pivetta. A briga já começou há bastante tempo, nos bastidores existe queda de braço pelo poder real.

Jayme Campos virou mestre em surfar na ambiguidade. Está com Lula, mas também com Bolsonaro. Com Tarcísio, se precisar. E com ninguém, se isso render mais espaço.

Essa habilidade de manter um pé em cada canoa pode parecer arriscada — mas, no Brasil, é estratégia de sobrevivência.

 

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