27/03/2025 - 18:14 | Atualizada em 28/03/2025 - 12:40
Redação
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso trabalharam, quarta-feira (26), para impulsionar a versão de que ele é um perseguido político pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — tese que deve ser reempacotada e utilizada ao longo dos próximos meses ao longo do julgamento pela Corte.
Apesar disso, admitem que Bolsonaro saiu fragilizado do julgamento que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado e avaliam que ele precisa considerar a construção de um nome que represente a continuidade de seu legado para concorrer à Presidência da República em 2026. As informações são do Valor Econômico.
Fontes ouvidas pelo Valor acreditam que, diante da repercussão do julgamento e dos holofotes concentrados, Bolsonaro “deve fazer o que sabe fazer de melhor: aparecer”. A aposta é que ele tente, a partir de agora, pautar o noticiário para que a sua versão como perseguido político, ainda que não vingue, alcance cada vez mais pessoas.
“Vai ser clima de campanha. Se o lado de lá tem uma teoria, nós temos a nossa. E é o Bolsonaro quem deve conduzir a defesa da nossa narrativa. Por isso, ele deve estar cada vez mais presente. Não deve ficar no casulo”, defendeu um importante aliado do ex-presidente.
Lideranças do núcleo bolsonarista reconhecem, porém, que ainda que considerassem o julgamento da Corte “um jogo de cartas marcadas”, o revés foi um baque e configurou uma derrota, porque não se conseguiu emplacar nenhuma das teses da defesa, como a busca para que o julgamento fosse para o plenário ou para que a delação de Mauro Cid fosse invalidada
Apesar de Bolsonaro estar disposto a construir esse ambiente de campanha antecipada, aliados avaliam que, paralelo a isso, ele deverá iniciar o processo de seleção de quem será o responsável por representá-lo e defender seu legado nas eleições de 2026.
Tarcísio de Freitas
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é considerado o favorito na bolsa de apostas de nomes mais próximos de Bolsonaro.
O movimento, porém, deve ser feito “da forma mais discreta possível” para não ser visto como “um jogar a toalha precipitado”, o que poderia, de uma certa forma, desmobilizar o eleitorado do ex-presidente, avaliam interlocutores.
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