10/01/2025 - 14:00
Cícero Henrique
A primeira reunião do governo Lula para debater as mudanças anunciadas pela Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve debater a formação de uma frente internacional contra desinformação como arma política.
O plano seria iniciar a mobilização por contatos com a União Europeia, que também é alvo de ameaças dos CEOs de big techs por ter avançado nos debates sobre a regulamentação de redes sociais.
O estopim para a mobilização foi o anúncio de que a Meta vai acabar com o trabalho de checadores de fatos, que serviam para a empresa sinalizar discursos mentirosos e fake news política e discurso de ódio.
Como resultado, a Meta passa a aceitar menções a pessoas LGBTQIA+ como portadoras de doenças mentais – tese rechaçada há anos pela ciência e especialistas na área – e contra mulheres. Falas preconceituosas contra imigrantes também ganharão mais espaço, sob o entendimento de que o tema é “alvo de debate político”.
Com a mudança, a Meta claramente fez um sinal a Trump e se soma a Elon Musk, bilionário dono do X, que abertamente tem usado sua plataforma para divulgar ideais de extrema direita.
Nesta semana, ele deu palanque à candidata da extrema direita alemã, num gesto que levou o chanceler do país a protestar. Musk fará parte do governo Trump nos EUA. Sob sinais de um Trump expansionista, Brasil vê EUA perder posto de referência democrática
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