A Polícia Federal está investigando a venda de sentenças no gabinete de quatro ministros do Superior Tribunal de Justiça, o STJ.
A investigação que pode se transformar num escândalo de corrupção em Brasília iniciou com a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá em dezembro de 2023.
O conteúdo extraído do celular do advogado Roberto Zampieri, vítima de homicídio, e relatórios já produzidos pela DHPP causam arrepios em muita gente em Mato Grosso. No celular haviam várias mensagens ainda não lidas, uma delas do contato Des Sebastião. No aparelho haviam
minutas compartilhadas pela quadrilha, segundo reportagem da revista Veja publicada nesta sexta-feira (4).
As
minutas eram negociadas por lobistas, advogados, juízes e desembargadores, segundo a investigação em curso na Polícia Federal.
Produtor rural, coronel e pistoleiro são indiciados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri
São investigados funcionários dos gabinetes dos ministros Isabel Gallotti, Og Fernandes, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro.
A Corregedoria Nacional de Justiça determinou em agosto o afastamento cautelar imediato das funções dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho. O Corregedor Nacional, ministro Luis Felipe Salomão, também determinou a instauração de reclamações disciplinares contra os dois magistrados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e de servidores do TJMT, referente aos últimos cinco anos.
Desembargadores do TJMT afastados pela CNJ
A execução de outro advogado executado em Cuiabá,
Renato Nery, ex-presidente da OAB-MT, guarda semelhança com o caso Zampieri. Antes de ser executado,
Nery havia denunciado Roberto Zampieri por atuação em rede de venda de sentenças, Em representação disciplinar dirigida à OAB-MT, Renato Nery citou ação ilegal de "advogados-filhos de desembargadores".
Leia aqui a
reportagem completa da revista Veja