29/06/2023 - 16:50
Redação
Jair Bolsonaro já tem a certeza de sua inelegíbidade e deixou claro a aliados que, vai querer definir seu herdeiro no bolsonarismo.
Tratou de nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e também citou seus filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro. Rejeitou, porém, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema - justamente quem Valdemar Costa Neto quer no PL para a próxima campanha eleitoral.
Bolsonaro considera Tarcísio leal; Zema, não.
Outra preocupação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é Jair Bolsonaro "jogar a tolha" e afetar os planos do partido para 2024.
A participação de Bolsonaro em agendas e viagens pelo Brasil é a estratégia central desenhada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para aumentar o número de prefeituras que o PL comanda, de 300 para 1300 nas eleições de 2024.
Em conversas com correligionários, Valdemar projeta o crescimento de 20% dos votos com Bolsonaro fora das urnas. Se o ex-presidente submergir, como fez após a derrota para Lula no ano passado, o PL vê seus planos ameaçados.
Hoje, a leitura no partido é que Bolsonaro adotará uma postura diferente, seguirá como cabo eleitoral e um dos articuladores das alianças nos municípios. Isso porque, diferentemente da eleição, está consciente de que sua inelegibilidade deve ser decretada.
No ano passado, integrantes do governo relataram que Bolsonaro não acreditava na possibilidade de derrota e nem tinha um plano B para o cenário, o que culminou no período de depressão que teve após a vitória de Lula.
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