12/03/2023 - 09:59 | Atualizada em 13/03/2023 - 13:02
Cícero Henrique
Ter uma lista sem fim de homens passando o poder um para o outro (e muitas vezes, o outro de volta para o um) era algo mais do que “normal” até os anos 80: era a regra, com raríssimas exceções.
A presença da mulher na política brasileira se intensifica com o fim da ditadura militar, a partir da redemocratização. A primeira prefeita de uma capital foi Maria Luiza Fontenele, eleita para dirigir Fortaleza pelo PT. Mas, ainda em 2021, mulheres foram eleitas para 658 prefeituras, apenas 11,8% do total de municípios brasileiros.
O mesmo vale para os demais cargos. Para ter ideia, na história do Congresso Nacional até 1980, apenas 19 deputadas federais e uma senadora – Eunice Michiles, em 1978, pelo Amazonas – haviam sido eleitas. No mesmo período, houve cerca de 4,5 mil deputados e 637 senadores.
Hoje a situação é menos escandalosa, mas ainda muito insatisfatória. Tão insatisfatória que só há duas mulheres no comando de capitais: Adriane Lopes (Patriota), vice-prefeita de Campo Grande, que assumiu após renúncia do titular Nelson Trad, e Cinthia Ribeiro (PSDB), em Palmas, que era vice de Carlos Amastha e, também por motivo de renúncia (ambos arriscaram disputar o governo estadual) assumiu em 2018 e foi reeleita em 2020.
Pela primeira vez na história da capital Cuiabá, porém, há uma mulher favoria do que os homens entre os maiores favoritos na disputa.
Para 2024, a ex-deputada federal Rosa Neide(PT), forte candidata a prefeitura da capital, e o presidente Lula já demosntrou sua preferência por ela.
Enfim, Cuiabá tem uma “chance” grande entrar na turma da maioria das capitais em 2024 e não chegar sem ter tido uma mulher na galeria no saguão do Paço Municipal.
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