Mais uma vez vereadores da base de apoio do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, fecharam os olhos diante da pilha de irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde. As denúncias de corrupção apuradas na Justiça tramitam a passos lentos, enquanto os 15 vereadores amigos do prefeito 'olham para o outro lado', aprovando a criação de uma outra CPI, não para apurar o denunciado, mas o denunciador.
Enquanto os protetores do prefeito se omitem, a população se desespera nas unidades de saúde, médicos com salários atrasados, equipamentos deteriorados, falta de medicamentos e insumos.
De acordo com o
requerimento apresentado pelo vereador Dilemário Alencar (Podemos) até mesmo as
parcelas do empréstimo consignado descontadas no salário do servidor
não estão sendo repassada pela prefeitura aos bancos. Os servidores estão recebendo cobranças de bancos, como a Caixa Econômica e Banco do Brasil. Para ele, isso é mais um crime existente na gestão do prefeito, pois é apropriação indébita.
“Todo esse mar de corrupção existente na Prefeitura de Cuiabá não pode deixar de ser investigado pela Câmara Municipal, afinal, o Sindicato dos Médicos fez a sua parte, o Ministério Público fez sua parte, o Judiciário está fazendo a parte dele, e a Câmara deve também fazer a sua parte, ou seja, cumprir o seu papel constitucional de fiscalizar esses gravíssimos casos de corrupção que saltam aos olhos de toda a sociedade cuiabana”, afirma Dilemário.
Neste mesmo dia a Polícia Civil deflagrou a operação Hypnos , por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para o cumprimento de ordens judiciais relacionadas com a investigação de um suposto esquema que teria se instalado na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) no ano de 2021. Identificado pela equipe de intervenção, o esquema resultou na
prisão preventiva do ex-secretário de Saúde do município, Célio Rodrigues.