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Ex-secretário de Saúde de Cuiabá é preso acusado de fraudes e corrupção

Juiz determinou o sequestro de R$ 1.000.080,00

09/02/2023 - 08:40 | Atualizada em 10/02/2023 - 08:14

Da Redação

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (9) o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues. Ele é acusado de participação em esquema de corrupção e fraudes na secretaria. A prisão foi determinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá.

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Hypnos, para o cumprimento de ordens judiciais relacionadas com a investigação de um suposto esquema que teria se instalado na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) no ano de 2021.

Na operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, dois afastamentos cautelares de exercício da função pública, um mandado de prisão preventiva, além do sequestro de R$ 1.000.080,00 (um milhão e oitenta reais), que recaiu sobre o patrimônio de duas pessoas e da empresa, investigados por suspeita de participação no esquema.

Na residência de Célio Rodrigues foram apreendidos aproximadamente R$ 30.962 mil em dinheiro.

Outros dois alvos da operação são funcionários do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Alvos da operação Hypnos
  • Célio Rodrigues da Silva;
  • Eduardo Pereira Vasconcelos, coordenador administrativo da ECSP;
  • Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva, Administradora de Planejamento da ECSP;
  • Monica Cristina Miranda dos Santos, sócia na empresa Remocenter;
  • Maurício Miranda Mello, é irmão de Mônica e sócio das empresas M.M JS Desenvolvimento e Licenciamento, Veigamed e Remocenter;
  • João Bosco da Silva, sócio da Remocenter e possível ‘laranja’ do esquema.





Investigações


Relatórios de auditoria da Controladoria-Geral do Estado apontaram indícios de desvios de recursos públicos na ECSP e, a partir disso, foram constatadas diversas irregularidades em alguns pagamentos, na ordem de R$ 1 milhão. Segundo a investigação da Deccor, esse dinheiro pode ter sido desviado dos cofres da saúde pública do município de Cuiabá e teria sido direcionado de forma indevida em plena pandemia de covid-19.

Segundo a denúncia feita pelo diretor-geral interino da ECSP, Érico Pereira de Almeida, que assumiu durante a intervenção estadual na Saúde de Cuiabá, no dia 20 de maio de 2021, a empresa Remocenter Remoções e Serviços Médicos emitiu uma nota fiscal para a venda de 9 mil unidades de Midazolan 15mg/3ml.

A nota apontava um custo unitário de R$ 111,12, totalizando uma quantia de R$ 1.000.080, 00. O pagamento foi autorizado pelo ex-secretário Célio Rodrigues da Silva e pelo então coordenador administrativo Eduardo Pereira Vasconcelos. 9 dias depois, a empresa Remocenter emitiu um nova noto fiscal, alterando a quantidade de medicamentos vendidos à prefeitura. De 9 mil unidades, a venda foi de 19 mil unidades. O valor também mudou. De R$ 111,12, passou para R$ 52, 62. Mas, o valor total do montante continuou em R$ 1 milhão.

A Operação Hypnos foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e contou com apoio de equipes da Gerência de Operações Especiais (GOE) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Nome da Operação

Hypnos faz referência a um medicamento Midazolan, que é indicado para insônia.

 
 

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