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Força Nacional prende bolsonarista condenado por homicídio

13/01/2023 - 18:30 | Atualizada em 13/01/2023 - 22:19

Força Nacional prende bolsonarista condenado por homicídio

Foto: Divulgação/Força Nacional

Como você, que é inteligente, já deve ter percebido, o governo Lula se debate neste momento com dois grandes desafios. Em primeiro lugar, é ameaçado por bolsonaristas radicalizados e dispostos a tudo para golpear as instituições e a democracia, como deixaram claro os atos de domingo. Em segundo lugar, enfrenta expressiva infiltração bolsonarista dentro das corporações militares e policiais, que ora são excessivamente permissivas em relação aos abusos da extrema-direita brasileira, ora dão sinais de integrá-la de corpo e alma.

Essa permissividade ficou clara, por exemplo, com a proteção dada pelas autoridades de segurança do Distrito Federal aos baderneiros que vieram a Brasília para não só defender um golpe de Estado, como tentar concretizá-lo. Até a Procuradoria-Geral da República (PGR), tão criticada por fazer vista grossa a arbitrariedades cometidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, se insurgiu contra o comportamento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do governo local por fazer a “escolta policial ‘pacífica, organizada, acompanhada’ dos criminosos que assacaram contra o Estado Democrático de Direito”. As Forças Armadas, que trataram como “democráticas” manifestações golpistas flagrantemente ilegais em frente aos seus quartéis, também são suspeitas de terem facilitado a ação dos extremistas.

Já a infiltração bolsonarista nas forças policiais e militares tem ficado óbvia em inúmeras frentes, tais como: pronunciamentos públicos de integrantes das duas categorias profissionais, sobretudo pelas redes sociais; a tentativa da cúpula militar de tentar tutelar o processo eleitoral, atribuição que não lhe compete; e participação direta em atos golpistas, inclusive em depredações. Como se fosse pouco, descobriu-se ontem (quinta, 12) que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres mantinha em casa um decreto com o caminho jurídico para fraudar os resultados eleitorais e manter Bolsonaro no poder.

Um episódio apurado pelo Congresso em Foco traz mais um sinal preocupante com relação à politização das corporações policiais. Veículos simpáticos a Bolsonaro publicaram que no último domingo, dia da invasão das sedes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, membros da PMDF a serviço da Força Nacional de Segurança Pública prenderam “um cidadão que estava infiltrado no meio dos bolsonaristas para poder causar o terror aí e dizer que foi o pessoal”.

As palavras aspeadas traduzem literalmente o que disseram em vídeo os policiais responsáveis pela prisão de Antonio Geovane Sousa de Sousa, 22 anos. Ele foi preso antes da invasão dos prédios do Congresso, da Presidência da República e do Supremo por portar duas mochilas, com bombas, maçarico, gasolina, álcool, estilingues e materiais usados para fazer coquetel molotov, como isqueiro e pano molhado com combustível.

Não reproduziremos o vídeo dos policiais aqui porque ele está repleto de mentiras. Segundo dizem na gravação os PMs a serviço da Força Nacional, Antonio Geovane estava “jogando bombas nas pessoas de bem pra dizer que é os bolsonaristas”. Falso!  (Leia a íntegra do texto de Sylvio Costa no Congresso em Foco)


Veja o documento com o mandado de prisão:

 

























 
 

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