09/11/2022 - 16:41 | Atualizada em 09/11/2022 - 16:52
Redação
A ministra Maria Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), criticou as manifestações antidemocráticas de grupos extremistas em todo o Brasil. Ela também alerta para o fato que militares da ativa não podem participar desse tipo de ato. “Os novos militares talvez não tenham consciência do que é uma ditadura. E do mal que muitas vezes é irreparável”, afirmou. A mineira de 62 anos é primeira e única mulher a compor a corte militar.
Ela recorda que militares, durante o último regime ditatorial no país (1964-1985), também sofreram cassações, perseguição e vítimas de crimes. “A ditadura não escolhe suas vítimas. A ditadura sacrifica todos igualmente (…) O fato é que quem pede o retorno do autoritarismo não tem a menor ideia do que seja”, afirma.
A ministra explica que a intervenção militar é autoritarismo porque foge dos quadros da legalidade e rompe com os padrões constitucionais vigentes. “Quem busca e pede o fim da democracia e o golpe militar é porque realmente não viveu as mazelas do que é um regime autoritário e não sofreu seus horrores, sobretudo na década de 70”.
Ela defende que os militares são disciplinados e organizados. “Quando se quebra a cadeia de comando é o fim de toda a hierarquia e disciplina que sempre se ensinou nas academias militares no interior das Forças Armadas”.
Confira entrevista com a ministra:
“Lula será respeitado”
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva será respeitado pelas Forças Armadas. Segundo Maria Elizabeth, os militares vão respeitar os resultados das eleições e receberão o novo presidente Lula da mesma maneira como receberam o presidente (Jair) Bolsonaro.
https://congressoemfoco.uol.com.br/area/justica/golpe-militar-nao-cabe-mais-no-seculo-21-diz-ministra-do-stm/
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