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LULA DEFENDE ALIANÇA COM ALCKMIN E MERCADO REAGE BEM

ELEIÇÕES 2022

20/01/2022 - 15:56

Redação

LULA DEFENDE ALIANÇA COM ALCKMIN E MERCADO REAGE BEM

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) e disse que não teria “nenhum problema” em formar uma chapa presidencial com o ex-tucano na vice. A costura depende da filiação de Alckmin ao PSB ou a uma sigla que componha uma coalizão com o PT.

Lula concedeu entrevista coletiva ontem a jornalistas de blogs e sites ideologicamente alinhados à esquerda. “Às vezes, a gente pensa no que a pessoa foi e tem medo de pensar no que a pessoa vai ser. O ser humano é mutante, ele vai se transformando”, disse Lula, sugerindo que Alckmin mudou.

O nome do tucano tem forte resistência em parte do PT. No sábado, movimentos populares, centrais sindicais e integrantes de partidos de esquerda como Psol e PT farão uma manifestação em lembrança aos dez anos da desocupação do Pinheirinho, reintegração de posse realizada durante a gestão Alckmin, em São José dos Campos, que deve se transformar em um protesto contra o ex-governador.

Embora Lula não tenha feito nenhum aceno ao mercado financeiro em relação ao seu programa econômico, seus comentários, em combinação com uma recuperação parcial do apetite ao risco no exterior, influenciaram os mercados. A moeda americana foi negociada abaixo dos R$ 5,50 pela primeira vez em dois meses.

A queda de juros intensificou-se ao fim da manhã e ao longo da tarde e as taxas foram as mínimas do dia. O Ibovespa, que já operava em alta, renovou suas máximas intradiárias, passando a saltar 1,79% aos 108.571 pontos.

“Isso pode ser visto como um sinal moderado de Lula e, portanto, positivo para os ativos”, aponta um profissional do mercado. Durante as falas do ex-presidente, o dólar foi às mínimas do dia e chegou à casa de R$ 5,46.

“Eu espero que o Alckmin esteja junto, sendo vice ou não, porque me parece que ele se decidiu por fazer oposição definitiva não apenas ao Bolsonaro, mas ao ‘dorismo’ aqui em São Paulo”, afirmou Lula, referindo-se à parcela do PSDB que apoia a candidatura presidencial do governador de São Paulo, João Doria.

A matéria completa está disponível no Valor Econômico.

 

 

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