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Operação Bereu desmonta organização criminosa que extorquia empresários em Cuiabá

Criminosos eram comandados por preso na PCE, que enviava ordens por carta

10/11/2021 - 07:47 | Atualizada em 10/11/2021 - 15:59

Redação

Operação Bereu desmonta organização criminosa que extorquia empresários em Cuiabá

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagrou nesta manhã de quarta-feira (10.11) a Operação Bereu para cumprimento 52 mandados judiciais contra alvos de uma organização criminosa liderada a partir de uma unidade prisional de Cuiabá.

As 25 ordens de prisões preventivas e 27 de buscas e apreensões estão em cumprimento em locais de Cuiabá e Várzea Grande, além de mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado.

Os alvos investigados pela GCCO integram uma organização criminosa que agia, especificamente, no bairro Tijucal, em Cuiabá, onde criminosos exigiam o pagamento de taxas a moradores daquela região. Entre os valores cobrados estão pagamentos para integrarem a própria organização criminosa, cobranças a empresários do bairro e taxas cobradas para que “bocas de fumo” pudessem funcionar na região.  

Estrutura criminosa

As investigações revelaram ainda como funcionava a estrutura da organização criminosa, sendo que seu principal líder está preso e de dentro da PCE dava as ordens a seus subordinados para agirem no bairro Tijucal.

A GCCO identificou outros dois criminosos que atuavam como líderes de rua no bairro e eram o “braço direito” do criminoso que está preso. As determinações eram feitas por meio de cartas, que são conhecidas dentro de unidades prisionais como `bereu’, nome que deu origem à operação. 

Essas cartas, interceptadas pela Polícia Civil, foram escritas pelo líder da organização criminosa dentro da PCE e nelas constavam as mais variadas ordens de como os criminosos que estavam nas ruas deveriam agir e cumprir as determinações.

Em análise do conteúdo das cartas, policiais da GCCO identificaram a exigência da cobrança de taxas aos integrantes do grupo criminoso. Em caso de inadimplência, eram aplicadas sanções, como agressões físicas. As cartas demonstraram ainda que o tráfico de drogas no Tijucal era dominado pelo grupo, com a cobrança de pagamentos para o comércio de entorpecente, assim como a droga vendida era fornecida pela própria organização criminosa.

O inquérito policial instaurado pela GCCO comprovou, até o momento, que pelo menos 20 pessoas foram cadastradas para participarem e integrarem a organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, entre outros crimes correlatos.

Equipes de trabalho 

Participam junto com as equipes da GCCO no cumprimento dos mandados judiciais 108 policiais civis de unidades da Diretoria de Atividades Especiais (GOE, Polinter, DRE, Defaz, Dema e Deccor), além da Diretoria Metropolitana (delegacias das regionais de Cuiabá e de Várzea Grande).

A operação conta também com apoio das Diretorias de Inteligência e de Execuções Estratégicas da Polícia Civil e a Secretaria Adjunta do Sistema Penitenciário.  

 
 

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