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Revista IstoÉ chama Bolsonaro de "genocida" e compara a Hitler

TRAGÉDIA DA COVID-19

15/10/2021 - 19:47 | Atualizada em 15/10/2021 - 19:57

Redação

Revista IstoÉ chama Bolsonaro de

Foto: Reprodução

A CPI da Covid titubeia na reta final sobre o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por “genocídio” e crime contra a humanidade, mas isso não impediu que a revista IstoÉ, edição desta semana, cravasse o termo no bigode do mandatário. A arte da capa do semanário lembra Hitler, o líder nazista, responsável por mais de 6 milhões de mortes de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

O holocausto de Bolsonaro, no entanto, teve 600 mil cadáveres na pandemia.

O crime de genocídio é previsto na lei 2.889 de 1956, que define vontade consciente dirigida no sentido de matar, como ainda, e particularmente, o propósito de aniquilamento, no todo ou em parte, no grupo como tal. De acordo com o dispositivo, o crime de genocídio é praticado mediante dolo específico consistente na destruição de um grupo humano.

Para uma parte da comissão de investigação, Bolsonaro quis conscientemente atingir a “imunidade de rebanho” infectando a população brasileira ao invés de priorizar a vacinação.

Especula-se que a CPI pode indiciar Bolsonaro por 11 crimes, embora ainda haja luta interna na comissão que poderá resultar em afrouxamento.

Crime de epidemia com resultado de morte
Crime de infração a medidas sanitárias preventivas
Crime de emprego irregular de verba pública
Crime pela incitação ao crime
Crime de falsificação de documentos particulares
Crime de charlatanismo
Crime de Prevaricação
Crime de genocídio de indígenas
Crime contra a humanidade
Crime de responsabilidade
Crime de homicídio comissivo por omissão no enfrentamento da pandemia

Segundo a IstoÉ, o Brasil está enfrentando seu momento Nuremberg. “É hora de compreender a extensão da catástrofe perpetrada pelo presidente e por seus asseclas”, prega a publicação.

De acordo com a reportagem de capa, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB), vai chamar Bolsonaro de “mercador da morte” e acusá-lo de adotar práticas do regime nazista de Adolf Hilter.

A CPI da Covid pode indicar até 40 pessoas que se envolveram direta ou indiretamente na necropolítica de Bolsonaro, que resultou na morte de mais de 600 mil pessoas.

E o Guedes? Nenhuma referência ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi citado em depoimentos.

O senador Renan Calheiros irá apresentar o relatório final da CPI da Covid na próxima terça-feira (19/10).

 

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