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"Banho frio, subir escadas é bom" diz Bolsonaro em live

CRISE HIDRICA

24/09/2021 - 09:56 | Atualizada em 25/09/2021 - 09:00

Redação

Foto: Reprodução

O Brasil do presidente Jair Bolsonaro voltou cem anos na história, aos tempos dos coronéis e da semiescravidão, do país agrário, sem infraestrutura, desindustrializado. Imagine-se no ano de 1921.

“Se puder apagar uma luz na tua casa apaga, eu peço por favor. Não use elevador. Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio é muito mais saudável, ajuda o Brasil. A gente pede a Deus que agora em novembro, final de outubro, venha chuva para valer no Brasil. Para que a gente não tenha problema no futuro, que podemos ter problema no futuro”, implorou Bolsonaro nesta quinta (23/09) durante a live semanal.

Não é verdade que somente a crise hídrica, a fala de chuva, que ameaça os brasileiros de apagão. A culpa é do governo que desinvestiu e privatizou companhias de energia. O mesmo fenômeno vive governos estaduais e municipais que privatizaram companhias de água e esgoto.

As tarifas de água e luz, embora esses insumos estejam em racionamento, continuam subindo para garantir o lucro dos parasitas –que o governo carinhosamente os chama de acionistas.

Ademais, nas cidades da região do Sul, onde as temperaturas são baixas, é impossível dar ouvidos atender ao pedido presidencial de tomar banho frio.

“Até faço um pedido para você agora. Se tem uma luz acesa a mais na tua casa, por favor apague. Nós estamos vivendo a maior crise hidrológica dos últimos 90 anos. Se você puder apagar uma luz na tua casa, se puder desligar o teu ar-condicionado. Se não puder —está com 20 graus? — passa para 24 graus, gasta menos energia”, insistiu na mentira Bolsonaro na transmissão de ontem.

Além do apagão de energia, que traz de volta a luz de vela, e falta de água nas torneiras, que resgata o velho poço no quintal, os brasileiros desempregados e sem renda estão recolhendo gravetos para cozinhar o pouco que tem; ao invés do gás de cozinha, entra em cena o fogão a lenha, os acidentes com queimaduras; ao invés do elevador, a volta das escadas [imagine um prédio de 66 andares, como o Infinity Coast, de Balneário Camboriú, em Santa Catarina].

A carestia é outro momento triste proporcionado pelo governo Bolsonaro: as pessoas passam fome, não tem dinheiro para a cesta básica, e são obrigados a disputar ossos e carcaças nos açougues e frigoríficos.

O que Jair Bolsonaro tem a oferecer ao futuro do Brasil, além desses retrocessos e atrasos conhecidos? Nada.

Bolsonaro deu marcha à ré de 100 anos na história do Brasil.

 

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