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Presidente ​JB xinga Moraes de canalha e dispara: "Ou esse ministro se enquadra, ou pede pra sair"

07/09/2021 - 16:37 | Atualizada em 08/09/2021 - 08:40

Jô Navarro

Na tarde deste 7 de setembro o Presidente Jair Bolsonaro discursou durante a manifestação antidemocrática na Avenida Paulista, em São Paulo. O diferencial do discurso na Paulista é que ele citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo tribunal Federal, chamando-o de 'canalha'. "Não vamos aceitar que pessoas como ele continue a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa constituição"."

"Ou esse ministro [Alexandre de Moraes] se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar o povo. Mais do que isso, nós devemos, sim, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade", disse Bolsonaro, inflamando a claque.

“Dizer a vocês que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou", desafiou.

Os 'presos políticos' a que se refere o presidente são os investigados no inquérito que apura o financiamento dos atos antidemocráticos deste 7 de setembro.

Bolsonaro é alvo de cinco inquéritos no Supremo e no Tribunal Superior Eleitoral. Moraes presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo ano.

Bolsonaro voltou a insistir que exige o voto impresso nas eleições de 2022. A Câmara dos Deputados já colocou em votação a proposta no plenário, que foi derrotada. O discurso visa inflamar seus apoiadores, que hoje representa cerca de 20% dos eleitores.

O presidente voltou a falar que "só Deus1" o tira da presidência.  "Só saio de lá preso, morto ou com vitória. Dizer aos canalhas, que eu nunca serei preso. A minha vida pertence…. Mas a vitória é de todos nós. Muito obrigado a todos. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", encerrou

Após o pesado discurso, a expectativa agora é a reação dos partidos políticos, do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, do presidente do Senado Rodrigo Pacheco e do STF.

No ato em Brasilia, na manhã de hoje, o presidente disse que convocará  o Conselho da República para uma reunião amanhã. De acordo com a Constituição, o Conselho é comandado pelo Presidente da República e tem a prerrogativa de tratar de “intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio” e de “questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas”.

Compõem o Conselho da República:
  • o vice-presidente da República;
  • os presidentes da Câmara e do Senado;
  • os líderes da minoria e da maioria da Câmara e do Senado;
  • o ministro da Justiça;
  • seis cidadãos – dois escolhidos pelo presidente, dois pela Câmara e dois pelo Senado.

Nas redes sociais o senador Randolfe Rodrigues (AP) comunicou que ele e o senador Omar Azis (AM) representarão os senadores no Conselho da República. 

Acompanharam o presidente os ministros Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Fábio Faria (Comunicações), Bento Albuquerque (Minas e Energia), General Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Gilson Machado (Turismo), Milton Ribeiro (Educação), Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Bruno Bianco Leal, da Advocacia-Geral da União
 

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