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Grupo que teria desviado R$ 65,5 do auxílio emergencial é alvo da Polícia Federal

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira

20/07/2021 - 10:07 | Atualizada em 20/07/2021 - 16:20

Redação

Grupo que teria desviado R$ 65,5 do auxílio emergencial é alvo da Polícia Federal

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20/7) a Operação Ego, para combater associação criminosa responsável por fraudes no recebimento do auxílio emergencial, decorrente da pandemia do COVID-19.

A operação policial é fruto do trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, CAIXA, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União, instituições que participam da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE).

Cerca de 30 policiais federais deram cumprimento a sete mandados de busca e apreensão em Macapá/AP e um mandado de busca e apreensão em Ciudad del Este, no Paraguai. O cumprimento do mandado de busca e apreensão no Paraguai contou com o apoio do Ministério Público Paraguaio e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, por meio da Divisão de Cooperação Jurídica Internacional da Polícia Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, da Adidância da PF no Paraguai.

A investigação apontou a existência de uma associação criminosa formada por quatro pessoas, alguns com vínculo familiar, residentes em Macapá/AP, responsáveis por utilizarem-se de 35 contas CAIXA TEM de terceiros, de diversas localidades do país, entre 29/05/2020 e 08/06/2020, obtendo, pelo menos, mais de R$ 65 mil de forma fraudulenta.

A PF identificou que a quadrilha fazia o cadastro da conta-vítima no aplicativo CAIXA TEM e, quando o recurso era disponibilizado (na conta-vítima), realiza imediatamente pagamentos e transferências, como forma de camuflar a fraude, direcionando os valores, ao final das operações, para contas dos investigados. Quando as vítimas, que tinham seus dados usados pelos investigados, requeriam o benefício, descobriam que supostamente já tinham recebido.

No decorrer da investigação a PF identificou que um dos suspeitos foi morar no Paraguai e adotou as medidas necessárias de cooperação jurídica e policial internacional.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 20 anos de reclusão.

*Ego – expressão do latim que indica aquele que só trata dos próprios interesses, desprezando necessidades alheias, sem compromisso moral e altruísta em relação ao próximo.
 

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