Quarta-feira, 28 de julho de 2021
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Covid-19: Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em Mato Grosso

Mato Grosso teve o menor crescimento vegetativo da população em um semestre

16/07/2021 - 16:41 | Atualizada em 16/07/2021 - 17:08

Redação

Covid-19: Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em Mato Grosso

Foto: Reprodução/Secom-Cuiabá

A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas vitais da população brasileira. Além das mais de 525 mil vítimas fatais atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil no Mato Grosso, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em números absolutos os Cartórios de Mato Grosso registraram 14.323 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 98,7% maior que a média histórica de óbitos, e 68,84% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses no Estado. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 90,67%.

Com relação aos nascimentos, Mato Grosso registrou uma queda de quase 9% em relação à 2019. Até o final do mês de junho foram registrados 27.638 nascimentos, contra 30.367 em 2019, ano anterior à chegada da pandemia.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre em Mato Grosso, aproximando-se, como nunca, o número de nascimentos do número de óbitos. A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 19.291 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 13.315 mil em 2021, uma redução de 31% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 30,04%, e em relação a 2019 foi de 41,74%.

De acordo com André Luis Bispo, presidente da Arpen/MT, o Portal da Transparência tem sido extremamente útil para retratar o que tem acontecido em Mato Grosso na pandemia. "A plataforma concede informações e dados estatísticos de nascimentos e óbitos registrados nos cartórios em tempo real, e esses números ajudam os gestores públicos a tomarem as devidas providencias".
 

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