12/04/2021 - 18:23 | Atualizada em 13/04/2021 - 09:00
Redação
A crise provocada pela CPI da Pandemia abriu uma oportunidade para que o governo aceite negociar uma reivindicação antiga de aliados: fatiar o Ministério da Economia. Até a quinta-feira à noite, antes da liminar do ministro Luís Roberto Barroso em favor da CPI no Senado, o presidente Jair Bolsonaro não admitia discutir essa possibilidade.
A decisão de Barroso mudou tudo. Aumentou o poder de barganha do centrão e dos demais aliados. Os parlamentares querem dividir o Ministério da Economia, recriando as pastas do Planejamento, da Previdência e Trabalho e da Indústria e Comércio.
Por enquanto, a chance de isso ocorrer, diz um interlocutor do presidente, ainda é baixa. Mas senadores e líderes do centrão apostam que a crise vai se aprofundar nas próximas semanas. Se isso acontecer, Bolsonaro provavelmente terá que ceder às demandas dos aliados.
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