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Notícias | Executivo

TCU evitou prejuízo de R$ 9,2 bilhões

04/06/2012 - 10:19

Redação

A atuação preventiva do Tribunal de Contas da União (TCU) ao longo de 2011 impediu um prejuízo de R$ 9,2 bilhões aos cofres públicos. Pelos relatórios de atividade do órgão, o montante foi muito superior ao registrado em 2010 (R$ 2,46 bilhões). As fiscalizações do órgão também resultaram em acréscimo de empresas declaradas inidôneas para participar de licitações (117 no ano, alta de 7%) e em pessoas consideradas inaptas para exercer cargo público, que totalizaram 157 (variação de 52%).

A explicação para o aumento exponencial das medidas temporárias não está em uma mudança de atuação, mas no valor dos processos ao longo dos últimos anos. Uma medida cautelar aplicada ao Rodoanel, em São Paulo, impediu o gasto indevido de R$ 1 bilhão. Ao todo, o número de licitações e processos suspensos de forma cautelar também subiu: de 71 para 83. Considerando tanto as medidas cautelares como o controle feito de forma posterior, o benefício total das ações de controle do TCU passou de R$ 26,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões em 2011.

O jurista Kiyoshi Harada considera benéfico para o TCU e o governo federal o trabalho em harmonia. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticava a contínua atuação do órgão dizendo que atrapalhava o desenvolvimento do país, mas a presidente Dilma Rousseff nunca adotou essa postura. “A Dilma está dando enfoque técnico e fazendo de tudo para evitar esse tipo de desgaste, que não interessa à nação”, explica. No TCU, a troca de comando também mudou a relação com o governo federal. Em dezembro de 2010, saiu Ubiratan Aguiar, que trocou várias farpas com Lula, sendo substituído por Benjamin Zymler.

Na avaliação do professor de Ciência Política da Unicamp Bruno Speck, o tribunal está consolidado e institucionalizado na sociedade, diminuindo possíveis interferências políticas. “O governo influencia na nomeação de um novo ministro, mas o TCU tem um órgão técnico consolidado e um ritmo de trabalho definido”, diz. A sociedade também está mais participativa na instituição: o número de denúncias recebidas pela ouvidoria teve acréscimo de 25%. “É reflexo da conscientização da população e da ação de ONGs, que fiscalizam e pedem ações cautelares”, diz Harada.

Atos de pessoal

Outro aumento considerável na ação do TCU foi no número de atos de pessoal analisados. Em 2010, foram 107 mil e, no ano seguinte, totalizaram 415 mil – um acréscimo de 286%. O órgão analisa se as admissões, aposentadorias, reformas e pensões estão de acordo com a lei. Se houver irregularidade, o tribunal nega o registro e determina a tomada de providências corretivas. De acordo com a assessoria de imprensa do TCU, a diferença entre os períodos se deve ao desenvolvimento da análise eletrônica dos atos.

 

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