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Notícias | Executivo

Eleição em 2014 pode ter o velho

10/09/2013 - 11:09

Cícero Henrique

 Novo. Essa palavra vi­rou um verdadeiro mantra nas últimas semanas, principalmente com a deflagração dos mo­vimentos populares pelas ruas das maiores cidades brasileiras. A ponto de ser lícito imaginar que o e­leitor pode depositar seu voto em qualquer um candidato que se a­presente como novidade, desprezando veteranos de vários mandatos que já têm trabalho reconhecido.

Nesse ponto de vista, políticos como Silval Barbosa(PMDB), Carlos Bezerra(PMDB), Blairo Maggi(PR),Wellington Fagundes(PR), Mauro Menedes(PSB),Jayme Campos(DEM),Pedro Taques(PDT) e o juiz Julier já são figurinhas carimbadas. Senador Pedro Taques não é mais nenhuma novidade. Suas qualidades e deficiências estão na história para quem queria analisá-las.
 
Carlos Bezerra, então, é um dos mais antigos políticos em atividade no Brasil. Exerceu quase todos os cargos eletivos possíveis e também tem um vasto currículo à disposição de quem queira avaliar suas qualidades e deficiências. 
 
Pois são justamente essas figuras (carimbadas?), não por acaso os maiores políticos mato-grossense na história contemporânea, que devem ser as opções mais evidentes do eleitor no dia 5 de outubro de 2014 — certamente repetindo a dose no segundo turno, três se­manas depois. O fato é que se eles estiverem na disputa, ou pelo mes­mo um deles, fica muito pou­co espaço para outro nome, ainda mais se for um desconhecido. 
 
Então, pelo exposto, como fica a tese de que o eleitor quer um novo? Por que não resta dúvida de que desde já os favoritos são dois políticos por demais conhecidos dos mato-grossenses, ou seja, “velhos”. 
 
A tese do “novo” é controversa. Analistas políticos e cientistas políticos e sociais, espertos como eles são, já abrem uma janela larga no edifício dessa tese ao dizerem que o eleitor não quer necessariamente uma pessoa nova, alguém inexperiente na política, que nunca tenha disputado mandato. Dizem que esse “novo” pode ser “propostas novas”. Ou seja, Pedro Taques e Julier estão no jogo mais do que nunca. 
 
Sim, porque ambos sabem que o que se detecta em pesquisas qualitativas e quantitativas não pode ser menosprezado. Pelo contrário, tem de ser devidamente analisado e dimensionado para servir como balizamento na hora de definir candidatos e plataformas de campanha, as tais propostas. 
 
Mas como renovar? Certa­men­te não é apenas nos aspectos físicos — truques que todos os políticos utilizam, como retoques eletrônicos nas fotos (Photoshop), cortes e tinturas de cabelo, emagrecimento que pode dar uma rejuvenescida, etc.
 
 
 
 
 
 

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