Novo. Essa palavra virou um verdadeiro mantra nas últimas semanas, principalmente com a deflagração dos movimentos populares pelas ruas das maiores cidades brasileiras. A ponto de ser lícito imaginar que o eleitor pode depositar seu voto em qualquer um candidato que se apresente como novidade, desprezando veteranos de vários mandatos que já têm trabalho reconhecido.
Nesse ponto de vista, políticos como Silval Barbosa(PMDB), Carlos Bezerra(PMDB), Blairo Maggi(PR),Wellington Fagundes(PR), Mauro Menedes(PSB),Jayme Campos(DEM),Pedro Taques(PDT) e o juiz Julier já são figurinhas carimbadas. Senador Pedro Taques não é mais nenhuma novidade. Suas qualidades e deficiências estão na história para quem queria analisá-las.
Carlos Bezerra, então, é um dos mais antigos políticos em atividade no Brasil. Exerceu quase todos os cargos eletivos possíveis e também tem um vasto currículo à disposição de quem queira avaliar suas qualidades e deficiências.
Pois são justamente essas figuras (carimbadas?), não por acaso os maiores políticos mato-grossense na história contemporânea, que devem ser as opções mais evidentes do eleitor no dia 5 de outubro de 2014 — certamente repetindo a dose no segundo turno, três semanas depois. O fato é que se eles estiverem na disputa, ou pelo mesmo um deles, fica muito pouco espaço para outro nome, ainda mais se for um desconhecido.
Então, pelo exposto, como fica a tese de que o eleitor quer um novo? Por que não resta dúvida de que desde já os favoritos são dois políticos por demais conhecidos dos mato-grossenses, ou seja, “velhos”.
A tese do “novo” é controversa. Analistas políticos e cientistas políticos e sociais, espertos como eles são, já abrem uma janela larga no edifício dessa tese ao dizerem que o eleitor não quer necessariamente uma pessoa nova, alguém inexperiente na política, que nunca tenha disputado mandato. Dizem que esse “novo” pode ser “propostas novas”. Ou seja, Pedro Taques e Julier estão no jogo mais do que nunca.
Sim, porque ambos sabem que o que se detecta em pesquisas qualitativas e quantitativas não pode ser menosprezado. Pelo contrário, tem de ser devidamente analisado e dimensionado para servir como balizamento na hora de definir candidatos e plataformas de campanha, as tais propostas.
Mas como renovar? Certamente não é apenas nos aspectos físicos — truques que todos os políticos utilizam, como retoques eletrônicos nas fotos (Photoshop), cortes e tinturas de cabelo, emagrecimento que pode dar uma rejuvenescida, etc.